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Violência Obstétrica

VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA
Opinião da SOGESP
Nos últimos dias, um tema da maior relevância ganhou espaço na mídia, gerando desconforto e indignação entre médicos, pacientes e o conjunto da sociedade: a violência obstétrica. A polêmica teve como estopim a pesquisa “Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado”. Divulgada pela Fundação Perseu Abramo, traz queixas de gritos e piadinhas de médicos durante o parto, reclamações quanto à opção de procedimentos dolorosos sem consentimento ou informação, em relação à falta de analgesia e até sobre negligência, entre outras.
A Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP), como representante dos especialistas em ginecologia e obstetrícia, repudia veementemente a violência obstétrica e qualquer outro tipo de agressão ou truculência contra as mulheres. Mais do que um dever, temos como princípio e missão oferecer às mulheres tratamento humanizado e de qualidade, além de zelar pela boa prática e a reputação dos ginecologistas e obstetras, que, salvo exceções, têm postura ética e profissional elogiáveis.
Entendemos que os serviços de Obstetrícia e Ginecologia devem se aprimorar cotidianamente para atingir um nível de excelência na assistência. A constante atualização científica é uma obrigação dos ginecologistas e obstetras, assim como dos demais médicos brasileiros. Para tanto, disponibilizamos uma série de canais de educação e desenvolvimento continuado a nossos pares. Porém, um bom especialista precisa mais do que conhecimento profundo da ciência. A civilidade e o respeito ao próximo são outras características essenciais a quem trabalha com gente, e em especial com as mulheres.
É essencial registrar que os ginecologistas e obstetras do Estado de São Paulo são orientados a sempre indicar as práticas médicas que comprovadamente ofereçam menores riscos para a mãe, feto e recém nascido, de acordo com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde. Para o parto espontâneo, defendemos como procedimento solicitar à gestante que escolha a posição mais confortável, oferecer-lhe líquidos e alimentação leve, além de métodos não farmacológicos (ducha, massagem, etc) e farmacológicos (peridural ou raqui) para alívio da dor, e estímulo à deambulação.
Não há indicação de venóclise, enema ou tricotomia sistemáticos. Ressaltamos que as indicações de vias de parto, bem como os demais procedimentos obstétricos para aliviar um período expulsivo prolongado precisam ser avaliados e propostos pelo médico, embasados sempre nas melhores práticas médicas vigentes e aceitas por diretrizes das sociedades médicas nacionais e internacionais.
De acordo com as diretrizes da SOGESP, a presença de acompanhante da escolha da gestante é incentivada no pré-parto, intraparto e pós-parto. O aleitamento deve ser outro ponto fundamental, preferencialmente já na primeira hora de vida.
Até existem condições em que a indução do parto é uma opção válida. A SOGESP legitima o uso desse procedimento em situações de real necessidade, como, por exemplo, o caso de uma mulher que teve a bolsa rôta e possui o colo dilatado, pois dessa forma se evita o risco de infecções.
Vale ressaltar que o ginecologista e obstetra estuda e se especializa para assistir às pacientes da melhor forma possível, mas alguns serviços não oferecem as condições ideais para o trabalho do médico. Apenas para exemplificar, na prática diária, muitos profissionais se deparam com a falta de analgesia para o parto, que quando não aplicada pode trazer mais dor à gestante.
Reafirmo que a violência obstétrica não pode ser aceita por ninguém, médicos ou não! Devemos todos combatê-la, nos mais variados níveis. Nós, os tocoginecologistas jamais fecharemos os olhos para algo que é real e está sendo denunciado. Como em qualquer área, há em nosso meio, um ou outro mau profissional. Temos de identificá-los e puni-los de acordo com as normas vigentes e o Código de Ética Médica. Contudo, as mulheres brasileiras são testemunhas de que a regra da ginecologia e obstetrícia é o respeito e o atendimento qualificado.
Compreendo que precisamos nos unir às pacientes para combater todas as raízes da violência obstétrica. A gestão incompetente, a falta de políticas públicas adequadas, hospitais e maternidades sucateados e sem ferramentas essenciais ao parto são questões a combater diuturnamente, para oferecer ao especialista uma condição adequada de exercer a medicina e garantir à mulher qualidade e tratamento humanizado.
Porém, afirmo firmemente que a SOGESP defenderá seu associado, sempre que for acusado injustamente. Entendemos também que o Ginecologista/Obstetra mereça RESPEITO, afinal na sua grande maioria, são profissionais corretos que se dedicam dia e noite às suas pacientes, procurando sempre praticar a boa medicina.
Concluindo, entendemos também como VIOLÊNCIA CONTRA O OBSTETRA, a maneira superficial com que o tema tem sido abordado colocando o obstetra / ginecologista sempre como algoz. Portanto, a SOGESP tudo fará na defesa dos direitos da mulher e do obstetra/ginecologista abnegado e cumpridor de suas responsabilidades.

Jarbas Magalhães
Presidente da SOGESP

A questão é muito mais ampla do que foi abordada pela mídia.
A SOGESP se coloca a disposição da sociedade para debater esse assunto.

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9h – Abertura:
Lincoln Lopes Ferreira – Presidente da Associação Médica de Minas Gerais
Florentino Araújo Cardoso Filho – Presidente da Associação Médica Brasileira
João Batista Gomes Soares – Presidente do Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais
Roberto Luiz d´Avila – Presidente do Conselho Federal de Medicina
Cristiano Gonzaga da Matta Machado – Presidente do Sindicato dos Médicos de Minas Gerais
Geraldo Ferreira Filho – Presidente da Federação Nacional dos Médicos
Luis Edmundo Noronha Teixeira – Presidente da Federação Nacional das Cooperativas Médicas

9h30 – Cenário atual da Saúde Suplementar:
– Limites do Capital Internacional na Saúde Suplementar – José Augusto Ferreira – Assessor da Diretoria da Unimed- BH
– Defasagem do rol da ANS x CBHPM 2012 – Florisval Meinão – Presidente da Comissão Nacional de Consolidação e Defesa da CBHPM
– Defasagem dos honorários médicos atualmente praticados x CBHPM 2012 – Emílio César Zilli – Diretor de Defesa Profissional da Associação Médica Brasileira
Coordenador: Lincoln Lopes Ferreira – Presidente da Associação Médica de Minas Gerais

10h30 – Aspectos jurídicos da Saúde Suplementar:
O CADE e as entidades médicas – Olavo Chinaglia – Presidente do CADE
Atuação do Legislativo na implantação da CBHPM – Deputado Federal Luiz Henrique Mandetta
A Visão da ANS sobre a CBHPM – André Longo – Diretor Presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar
Judicialização da CBHPM – José Alejandro Bullón – Assessor Jurídico do Conselho Federal de Medicina
Coordenador: João Batista Gomes Soares – Presidente do Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais

11h30 – A CBHPM no SUS:
Perspectivas de implantação – Helvécio Miranda Magalhães Júnior – Secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde
A visão da Fenam – Geraldo Ferreira Filho – Presidente da Federação Nacional dos Médicos
A PBH e a Complementação da tabela do SUS: estratégias administrativas e resultados – Marcelo Gouvea Teixeira – Secretário Municipal de Saúde de Belo Horizonte
É válida no Estado a experiência de BH sobre a complementação da tabela do SUS? – Antônio Jorge de Souza Marques – Secretário Estadual de Saúde de Minas Gerais
Coordenador: Cristiano Gonzaga da Matta Machado – Presidente do Sindicato dos Médicos de Minas Gerais

12h30 – Almoço

14h – As Operadoras de Saúde e a implantação da CBHPM:
Marcio Serôa de Araujo Coriolano – Presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar – FENASAUDE
Eudes de Freitas Aquino – Presidente da Unimed do Brasil
Denise Rodrigues Eloi de Brito – Presidente da Unidas
Arlindo de Almeida – Presidente da Abramge
Ranqueamento de convênios – João Tadeu Leite dos Reis – Diretor Financeiro da FENCOM
Coordenador: Alcebíades Vitor Leal Filho – Secretário Geral da Associação Médica de Minas Gerais

15h – Perspectivas para a CBHPM:
Câmaras Técnicas da CBHPM: entenda seu funcionamento – Claudio Balduino Souto Frazen – Representante do CFM na Câmara Técnica da CBHPM
Cobrança de disponibilidade obstétrica – Maria Inês de Miranda Lima – Presidente da SOGIMIG
É interessante desvincular Consultas dos Planos de Saúde? – Roberto Luiz d´Avila – Presidente do CFM
Plano Enfermaria x Plano Apartamento – Márcio Costa Bichara – Secretário de Saúde Suplementar da Fenam
Coordenador: Florentino Araújo Cardoso Filho – Presidente da Associação Médica Brasileira

16h – Movimento Nacional da Saúde Suplementar:
A visão da OAB-MG sobre cartelização – Luís Cláudio Chaves – Presidente da OAB-MG
Conquistas do Movimento Médico em 2012 e Diretrizes do Movimento para 2013 – Aloísio Tibiriçá Miranda – Coordenador da COMSU
Coordenador: Márcio Fortini – Diretor de Defesa Profissional da Associação Médica de Minas Gerais

16h50 – Encerramento:
Juraci Gonçalves de Oliveira – Coordenador da Comissão Estadual de Honorários Médicos de Minas Gerais

Planos de São José dos Campos e Jacareí entre os que menos remuneram

A SOGESP, Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo, divulgou um RANKING das Operadoras de Saúde do Estado de São Paulo em relação aos pagamentos aos médicos.
O nome do Ranking é RASGOS e será ANUAL.
Neste Ranking as operadoras de São José dos Campos e Jacareí, São Francisco Vida, Atívia e Unimed de São José dos Campos estão no 19º lugar em relação ao valor das consultas.
Trata-se de um contra-senso já que é uma das regiões mais ricas do estado.
A íntegra do estudo pode ser encontrada em http://dv.rmcbrothers.com.br/sogesp/revista/0103/#/16/

Vivi e vivo uma medicina de sonhos, vocês me mostram uma realidade cruel …

Por Jarbas Magalhães

Tema: O ginecologista deve ser o clínico da mulher? CTV 10 – sala José Júlio de Azevedo Tedesco. Coordenador: Jarbas Magalhães. A favor: Geraldo Rodrigues de Lima. Contra: Gerson Botacini das Dores.

A favor: O interessante tema foi abordado inicialmente pelo Professor Geraldo Rodrigues de Lima. O professor contou um pouco de sua vida, comentando que sua formação foi eminentemente clinica, fruto de seu convívio com os mais famosos clínicos da Escola Paulista de Medicina. Somente após sua formação clinica é que se interessou pela Obstetrícia e pela Ginecologia. Ele reforçou que seus conhecimentos clínicos ajudaram sobremaneira o seu raciocínio diagnóstico e condutas terapêuticas nas duas novas especialidades (GO). Concluiu dizendo que hoje o gineco-obstetra tem uma formação muito especializada e isso frequentemente o leva a entender a mulher de forma fragmentada. Com isso, não usa os fundamentos clínicos mais básicos e frequentemente vive de encaminhar pacientes a outros especialistas, perdendo a oportunidade de se transformar no clinico da mulher.

Contra:O professor Gerson Botacini, discorreu brilhantemente sobre o tema, ao considerar a complexidade da clinica dos dias de hoje e argumentar que o gineco-obstetra não tem condições de dominar a arte da clica médica em toda a sua grandeza. Mostrou também que em várias situações, no início de sua carreira, atuou como clinico, especialmente em comunidades mais pobres, com muito sucesso. Com a chegada dos convênios, porém, e das cooperativas e seguradoras, o trabalho do médico foi sendo brutalmente explorado e desvalorizado, levando-o a realizar consultas de poucos minutos, onde o raciocínio clínico teve de ser praticamente abandonado. Como um discípulo e aluno do professor Geraldo, Botacini sentia-se entristecido de tratar de uma realidade tão ruím para o GO, limitado a praticar um medicina superficial e de encaminhamentos. Chamou os convênios e cooperativas de uma nova praga, que denominou de convenio sp .

Discussão: O coordenador da controvérsia, professor Jarbas Magalhaes, comentou as duas posições. Como se considera também um discípulo do Professor Geraldo, entende que o GO deveria ser o clinico da mulher, mas as colocações do professor Gerson eram importantes para entender a atual situação do GO, refém das operadoras de saúde e cooperativas. A plateia se posicionou, ora de um lado ora de outro, mas todos foram unânimes em dizer que embora o GO devesse ser o clinico da mulher , mas a realidade da exploração do exercício da medicina o afasta dessa possibilidade tão nobre. O professor Geraldo R. Lima encerrou a discussão dizendo: “Vivi e vivo uma medicina de sonhos, vocês me mostram uma realidade cruel … Porém não devemos desistir: devemos continuar a exercer e ensinar clinica”.

Ginecologistas acusam planos de interferirem em seu trabalho

Revista Veja:
Ginecologistas e obstetras do estado de São Paulo consideram ruim ou péssimo o atendimento dos planos de saúde e dizem que interferências das operadoras afetam seu trabalho. São situações como a redução do período de internação e a designação de auditores para autorizar procedimentos. Esse é o quadro obtido por pesquisa Datafolha encomendada pela Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp).
Após entrevistas com 451 profissionais associados à Sogesp, ela aponta que 97% deles consideram que há interferência das operadoras, sendo que para 58% a interferência é grande ou muito grande. Quando indagados sobre como avaliam a qualidade dos serviços dos planos ou seguros de saúde, 45% disseram ser ruim ou péssima. A avaliação foi pior que a feita sobre a qualidade do serviço público de saúde, considerada ruim ou péssima por apenas 29% dos entrevistados.
Leia também: Em SP, quatro em cada cinco pessoas enfrentaram problemas com planos de saúde nos últimos dois anos
Mas o problema mais grave apontado foi a interferência. A situação mais citada, por 87%, foi a “glosa de procedimentos”, em que a operadora se recusa a pagar por atos já realizados pelo médico. Os entrevistados foram questionados sobre quais planos interferem mais. Entre os oito citados, receberam mais destaque Amil (15%), Intermédica (13%) e Sulamérica Saúde (13%). Apesar de a pesquisa não ter abordado os possíveis danos da interferência, os médicos contam que a percepção é de que, a longo prazo, um atraso num prognóstico pode levar a uma piora da saúde da mulher.
Próximos passos — Os resultados da pesquisa serão encaminhados para Agência Nacional de Saúde Suplementar, Conselho Nacional de Justiça, Congresso Nacional e Assembleia Legislativa do Estado. A Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) informou que pretende expandir uma pesquisa nos mesmos moldes para todo o País.

As três operadoras mais citadas mandaram notas à imprensa. A Amil disse que “não interfere, de maneira alguma, na autonomia dos médicos e outros profissionais de saúde”. A Intermédica afirmou que “os poucos médicos ginecologistas e obstetras credenciados nossos em consultórios próprios não sofrem a menor interferência”. E a Sulamérica disse que “atua em linha com o que preconiza a Resolução Normativa n.º 259”.
(Com Agência Estado)

Pesquisa SOGESP-Datafolha aponta interferência de planos na G.O.

Em coletiva à imprensa em 30 de agosto, às 11h, em meio ao XVII Congresso Paulista de Ginecologia e Obstetrícia, a SOGESP apresenta pesquisa Datafolha especialmente encomendada para dimensionar os problemas que os tocoginecologistas de São Paulo enfrentam no dia a dia da saúde suplementar.

Os resultados são estarrecedores; confirmam a sensação de que está se tornando inviável prestar serviço aos convênios, particularmente em virtude dos honorários irrisórios e da desmedida interferência na prática da especialidade. As pressões são constantes, inclusive nas internações, quando estão em jogo saúde e as vidas da mãe e do bebê.

Na oportunidade será anunciado também dado que evidencia alto índice de abandono da prática da obstetrícia no estado.

Coletiva SOGESP-Datafolha
Data – 30 de agosto
Horário – 11h
Local – Transamérica Expocenter, Avenida Doutor Mário Vilas Boas Rodrigues, 387 – Santo Amaro São Paulo