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Ato Médico é aprovado no Plenário e vai para sanção presidencial

O Plenário do Senado aprovou dia 18 de junho o projeto do Ato Médico, que regulamenta a atividade médica, restringindo à categoria atos como a prescrição de remédios e o diagnóstico de doenças.

O projeto estabelece que são atividades exclusivas do médico cirurgias, aplicação de anestesia geral, internações e altas, emissão de laudos de exames endoscópicos e de imagem, procedimentos diagnósticos invasivos e exames anatomopatológicos (para o diagnóstico de doenças ou para estabelecer a evolução dos tumores).

Não são atividades exclusivas de médicos os exames citopatológicos e os laudos, a coleta de material biológico para análises clínico-laboratoriais e os procedimentos através de orifícios naturais em estruturas anatômicas (visando à recuperação físico-funcional e não comprometendo a estrutura celular e tecidual).

Fonte: Jornal do Senado

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A Saúde está ameaçada. Assine aqui seu apoio ao REVALIDA

A Saúde está ameaçada!
As entidades médicas de São Paulo vêm a público posicionar-se contrariamente à possível alteração, pelo Governo Federal, das regras de revalidação de diplomas de médicos formados no exterior.
Defendemos a atual legislação e a continuidade do Revalida, o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos expedidos por Universidades Estrangeiras, realizado anualmente com critérios uniformes, justos e transparentes.
Quem se forma em outro país deve comprovar que teve graduação em Medicina compatível com a do Brasil e que possui as competências e habilidades mínimas para o exercício profissional.
A revalidação automática de diplomas não irá diminuir as imensas desigualdades na concentração de médicos do Brasil, problema que só terá solução com políticas públicas eficazes, carreira de Estado para médicos e adequado financiamento do Sistema Único de Saúde.

ASSINE AQUI E FAÇA PARTE DESTA CORRENTE A FAVOR DA SAÚDE DE QUALIDADE NO BRASIL

http://www.cremesp.org.br/?siteAcao=Revalida


Caminhada Agita São José reúne mais de 300 pessoas.

Mais uma vez a APM- Associação Paulista de Medicina e a AMB- Associação Médica Brasileira se reuniram para estimular a prática de atividade física e o contato com a natureza como forma de prevenção de problemas de saúde e melhoria da qualidade de vida na cidade. Mais de 300 pessoas participaram da da 7ª Caminhada Agita São José. A caminhada teve inicio em frente à casa do Médico, na Av. São José nº1187, e termino no Parque Vicentina Aranha. Para garantir o conforto e segurança, os participantes contaram com ambulância da Unimed, equipe médica e profissionais de educação física. Durante a caminhada foram distribuídos camisetas e bonés do evento. A Caminhada Agita São José teve apoio do Parque Vicentina Aranha e da AJFAC. Informações Técnicas: Percurso total 3 Km. Tempo de caminhada: 45 minutos. Velocidade Média: 4,1 km/h Calorias Médias dispendidas 212 kcal

Artigo: Saúde e Lucro

Jornal Correio Braziliense – Renato Ferraz

Vocês sabem, caros leitores, quanto os planos de saúde pagam a um médico por uma consulta? Entre R$ 35 e R$ 42. E um corte de cabelo, quanto custa? De R$ 30 a R$ 100.
E para lavarem nosso carro? Eu, por exemplo, pago R$ 30 por quinzena. E uma tosa num cachorrinho? Sei quem paga R$ 80, sem reclamar.
Bem, esses números servem para mostrar alguns distorções absurdas na relação Estado-paciente-médico-operadora. Esse último segmento, aliás, “dono” de 30 mil processos administrativos na ANS, a agência que regula (ou deveria regular) o setor. Mas essas informações numéricas não servem para justificar o pacotão de estupidez diária visível na rede privada de atendimento hospitalar. Nas emergências, as filas são assustadoras. Nelas, por sinal, o atendimento costuma ser triplamente rude, grosseiro: do vigilante, do atendente e, por fim, do especialista. Nas salas de cirurgia, há mais erros do que é exposto comumente: por falta de conhecimento técnico e pelo conhecido espírito de corpo da categoria, pouca gente denuncia. Nas alas de enfermagem e laboratórios, vê-se gente desqualificada a granel.
Em suma: paciente é mercadoria — um número apenas. Em determinado hospital, que tem nome de santa, quem for fazer uma cirurgia, mesmo programada, vai direto para uma antessala do centro operatório, troca de roupa num cubículo unissex e entra na faca. Em estabelecimentos sérios, o paciente costuma ir para um quarto, se preparar física e psicologicamente — afinal, por mais simples que seja, qualquer procedimento do tipo desperta angústia e medo. E aí, a quem recorrer? Esqueça qualquer sentimento ético ou pureza naquelas frases pregadas nas recepções falando de “nossos valores” e “nossa missão”: a competição, a ânsia desmesurada por lucro fácil e a leniência estatal não oferecem mais do que temos.
A não ser… A não ser, entre coisas, que tomemos vergonha na cara e reclamemos das agressões que sofremos. Agressões como a declaração recente do diretor de Fiscalização da ANS, Eduardo Sales: “Os reajustes das operadoras subirão sempre acima da inflação”, disse o burocrata. “Sempre.” Enquanto a burocracia pensar como ele, enquanto a saúde for tratada como mercadoria… Bem, é preciso urgentemente que o Estado dê atenção à atividade hospitalar privada: fiscalize, puna, feche os precários. Não, não se trata de livre mercado. É questão de vida — e de morte, em muitos casos.

Jornal Correio Braziliense – Renato Ferraz