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APM São José dos Campos leva boneco gigante para a avenida Paulista

Um grupo formado por médicos, residentes, estudantes e professores de universidades de Medicina tomou três das principais avenidas da capital (Brigadeiro Luís Antônio, Paulista e Consolação), no dia 31 de julho. Protestava contra o Programa Mais Médicos, do Governo Federal, e os vetos da Presidência da República à lei que regulamenta a profissão médica.

O trajeto de 5,5 quilômetros teve início na sede da Associação Paulista de Medicina (APM) e terminou no Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp). Durante a concentração, enquanto os manifestantes escreviam cartazes, amarravam faixas pretas nos braços e pintavam os rostos de verde e amarelo, o presidente da APM, Florival Meinão, ressaltava à jornalistas de rádio, emissoras de TV, jornais, revistas e internet a importância da luta em defesa da saúde de qualidade no País. “Agradeço a presença de todos. A imprensa cumpre aqui papel fundamental, pois levará aos cidadãos os riscos que eles correrão se as intenções do governo forem concretizadas.”

Um carro de som levou um grande boneco com a inscrição “SUS” bordada no peito, representando o povo que vai para as filas nos postos de saúde e hospitais e que, é sempre   bom repetir, será a principal vítima se houver a concretização do programa do Executivo, sugerido por meio da MP 621/2013.

A caminhada seguiu por toda a Avenida Brigadeiro Luís Antônio, em direção à Avenida Paulista, com alguns dos médicos usando o megafone para esclarecer a população sobre os motivos pelos quais tomavam as ruas. “Transtorno maior é para quem fica esperando a vez de fazer um exame. O povo espera que os médicos consigam reverter essa situação, consigam barrar as propostas do governo”, disse o bancário Luiz Carlos Tavares Euler, enquanto assistia ao protesto no ponto de ônibus.

Na Paulista, a entrega de panfletos com explicações sobre as propostas do governo federal foi intensificada, e as pessoas acompanhavam os gritos de protesto, algumas das janelas dos edifícios. O trajeto final foi a Consolação até a sede do Cremesp, com discursos rápidos de algumas das lideranças médicas salientando novamente a esperança de conseguir sensibilizar o poder público. “Vivemos um momento de grande dificuldade, com o projeto ainda no Congresso Nacional. A pressão do governo federal é imensa e temos que continuar acreditando na nossa estratégia. A MP tem 120 dias de tramitação e temos de atuar junto ao legislativo”, acentuou Florisval Meinão.

No dia 8 de agosto, as entidades médicas vão ao Congresso Nacional conversar com os parlamentares. “Eles é que têm o poder de mudar a medida provisória e temos de continuar pressionando. Deputados e senadores são sensíveis à voz das ruas. Não vamos parar nossa mobilização”, conclui Renato Azevedo, presidente do Cremesp.Imagem

 

APM protesta contra medidas do governo federal

Novo protesto contra medida de importação de médicos sem revalidação de diplomas reuniu mais de mil pessoas entre médicos, acadêmicos e residentes do estado de São Paulo no dia 31 de julho. Representantes das Regionais da APM marcaram presença na manifestação, que iniciou por volta das 16h na Associação Paulista de Medicina. Depois, o grupo seguiu em passeata pelas Avenidas Brigadeiro Luis Antônio e Paulista até a sede do Cremesp, na Consolação.

O objetivo principal do protesto é derrubar a Medida Provisória 621, que prevê a abertura de mais vagas em escolas médicas e a contratação de médicos estrangeiros sem a revalidação de diplomas e serviço civil obrigatório para estudantes de Medicina para trabalho no Sistema Único de Saúde.

“O SUS está abandonado, sem políticas de saúde. Criaram o programa Mais Médicos sem estrutura e condições para trabalhar. É indigna a situação atual e a população não merece passar por isso”, explica a presidente da APM-Regional Santos, Lourdes Teixeira Henriques.

Para o presidente da APM – Regional de São Bernardo do Campo, Marcelo Ferraz de Campos, a intenção do Governo Federal irá gerar mais doença do que promover a saúde. Já a diretora da Defesa Profissional da APM-Regional São José dos Campos, Silvana Morandini, enfatizou a importância de evitar o risco à população.

“Faltam hospitais, leitos, medicação, estrutura e comida para os pacientes”, complementou o diretor da 3ª Distrital, Lauro Mascarenhas Pinto. Os médicos protestaram também contra os vetos da Presidência da República à Lei 12.842/2013, que regulamenta a profissão de médico.

01/08/2013

01/08/2013