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Médica cubana diz que fica na Câmara até sair decisão sobre asilo

A médica cubana Ramona Matos Rodriguez, que veio ao Brasil para participar do programa Mais Médicos e buscou abrigo na liderança do DEM na Câmara, informou nesta quarta-feira (4) que vai ficar morando no local até que tenha uma resposta do governo brasileiro sobre a concessão de asilo político. O líder do DEM, Mendonça Filho (PE), afirmou que deverá protocolar o pedido no Ministério da Justiça nesta quarta (5).
O programa traz profissionais estrangeiros para atender pacientes do interior do país e de áreas carentes das grandes cidades. Ramona atuava em Parajá, no Pará. No último sábado (1º), ela partiu da cidade em direção a Brasília, após descobrir que os demais profissionais estrangeiros recebem R$ 10 mil pelo programa. Segundo ela, os cubanos recebem US$ 400 (cerca de R$ 965).
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APM protesta contra medidas do governo federal

Novo protesto contra medida de importação de médicos sem revalidação de diplomas reuniu mais de mil pessoas entre médicos, acadêmicos e residentes do estado de São Paulo no dia 31 de julho. Representantes das Regionais da APM marcaram presença na manifestação, que iniciou por volta das 16h na Associação Paulista de Medicina. Depois, o grupo seguiu em passeata pelas Avenidas Brigadeiro Luis Antônio e Paulista até a sede do Cremesp, na Consolação.

O objetivo principal do protesto é derrubar a Medida Provisória 621, que prevê a abertura de mais vagas em escolas médicas e a contratação de médicos estrangeiros sem a revalidação de diplomas e serviço civil obrigatório para estudantes de Medicina para trabalho no Sistema Único de Saúde.

“O SUS está abandonado, sem políticas de saúde. Criaram o programa Mais Médicos sem estrutura e condições para trabalhar. É indigna a situação atual e a população não merece passar por isso”, explica a presidente da APM-Regional Santos, Lourdes Teixeira Henriques.

Para o presidente da APM – Regional de São Bernardo do Campo, Marcelo Ferraz de Campos, a intenção do Governo Federal irá gerar mais doença do que promover a saúde. Já a diretora da Defesa Profissional da APM-Regional São José dos Campos, Silvana Morandini, enfatizou a importância de evitar o risco à população.

“Faltam hospitais, leitos, medicação, estrutura e comida para os pacientes”, complementou o diretor da 3ª Distrital, Lauro Mascarenhas Pinto. Os médicos protestaram também contra os vetos da Presidência da República à Lei 12.842/2013, que regulamenta a profissão de médico.

01/08/2013

01/08/2013

Entidades médicas confirmam saída das Câmaras e Comissões governamentais

As entidades médicas deixarão de participar de todas as Câmaras, Comissões e Grupos de Trabalho dos ministérios da Saúde e da Educação. Também não terão mais assento no Conselho Nacional de Saúde. A saída é conseqüência das decisões unilaterais tomadas pelo governo ultimamente, como o programa Mais Médicos e os vetos à lei do Ato Médico, tomadas sem nenhum diálogo com as médicas e médicos brasileiros.
Desde 2011 que as entidades médicas − Conselho Federal de Medicina (CFM), a Associação Médica Brasileira (AMB), a Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR) e a Federação Nacional dos Médicos (Fenam) − buscavam o consenso, apresentando propostas para a interiorização da assistência à saúde. O governo, no entanto, preferiu agir de forma unilateral e autoritária.
A nota lembra que as entidades médicas participaram de inúmeras reuniões nos Ministérios da Saúde e da Educação, assim como de encontro com a presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto. Em todas as oportunidades, ouviram os argumentos e apresentaram sugestões para interiorizar a medicina, como a criação de uma carreira de Estado para o médico e outros profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) e a aceitação da vinda de médicos estrangeiros aprovados no exame de validação de diplomas (Revalida) para atuar em áreas de difícil provimento.
“A indiferença como as propostas foram tratadas e os constantes ataques aos médicos e suas entidades, transferindo-lhes a responsabilidade pela crise da assistência que se deve, em verdade, à falta de investimentos e má gestão (ambas sob o crivo do Executivo), sinalizaram que o Governo, a priori, não tem interesse em dialogar ou elaborar soluções reais, com a participação dos médicos, da academia e outros setores da sociedade.”, enfatiza a nota.