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Médico deixa de fazer cirurgia devido ao baixo valor pago por plano

TALITA BEDINELLI
DE SÃO PAULO

Atualizado em 24/04/2013 às 17h40.

Médicos, dentistas e fisioterapeutas que atendem planos de saúde afirmam que têm deixado de realizar cirurgias ou outros procedimentos por causa dos valores pagos pelos planos de saúde. A remuneração é considerada baixa por eles.

Segundo uma pesquisa realizada pela APM (Associação Paulista de Medicina) feita com 5.000 profissionais da área, 61% dos médicos ouvidos afirmaram ter deixado de realizar cirurgias e procedimentos mais complexos. Entre os dentistas, 70% afirmaram o mesmo e, entre os fisioterapeutas, 58%.

A pesquisa –realizada pela internet entre 3 e 14 de abril– foi apresentada para a imprensa às vésperas de um protesto nacional dos profissionais da saúde contra os valores pagos pelos convênios médicos.

Na próxima quinta-feira, eles farão um dia de paralisação –atenderão apenas emergências. Na prática, os médicos que aderirem deixarão de marcar consultas menos urgentes neste dia.

Entre 7h e 10h de quinta, eles também farão um ato na avenida Paulista.

“Será um dia de alerta nacional. Hoje, a saúde suplementar vive uma crise. Há uma relação ruim dos planos com os profissionais e isso prejudica seriamente a qualidade para o paciente. As pessoas hoje enfrentam as mesmas dificuldades encontradas no SUS (Serviço Único de Saúde)”, diz Florisval Meinão, presidente da APM.

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Novos robôs podem possibilitar cirurgia sem nenhuma cicatriz

Novos robôs podem possibilitar cirurgia sem nenhuma cicatriz

Hoje já existem sistemas robóticos -no mercado ou em desenvolvimento- que são ainda menos invasivos. Eles exigem apenas uma pequena incisão através da qual entram os braços robóticos e a câmera.

Os cirurgiões antes faziam grandes incisões para poderem alcançar a vesícula biliar, ou outros órgãos, usando instrumentos convencionais que seguravam nas mãos. Hoje, muitos se sentam diante de um console de computador, manipulando braços robóticos que entram no corpo do paciente através de pequenas aberturas não muito maiores do que buracos de fechaduras.

Mesmo que essas cirurgias sejam, em geral, minimamente invasivas, elas exigem diversas incisões: uma para o sistema de câmera que mostra o caminho para o cirurgião no console e outras para cada braço robótico que corta e costura.

Hoje já existem sistemas robóticos -no mercado ou em desenvolvimento- que são ainda menos invasivos. Eles exigem apenas uma pequena incisão através da qual entram os braços robóticos e a câmera.

“Isso poderá permitir uma recuperação mais rápida do paciente”, diz o doutor Michael Hsieh, professor na Universidade Stanford, na Califórnia, e urologista. “Só há um ferimento para curar com esse procedimento, em vez de três.”

O doutor Hsieh, que realiza cirurgias abdominais, usa técnicas minimamente invasivas que hoje costumam exigir três incisões. Seus pacientes geralmente voltam para casa um ou dois dias depois da cirurgia. “Acho que eles vão se recuperar mais rapidamente se eu puder reduzir as incisões para apenas uma”. Ele acrescentou: “Haverá menos cicatrizes, ou nenhuma, se eu entrar pelo umbigo”.

Em breve, ele terá a oportunidade de experimentar o novo método em seus pacientes. O Hospital Stanford está comprando um sistema da Intuitive Surgical chamado Single-Site, que exige uma incisão de cerca de 2,5 cm. O sistema, aprovado pela FDA (agência reguladora de medicamentos e alimentos dos EUA) só para a remoção da vesícula, é usado como um acréscimo a um sistema robótico básico da Intuitive, conhecido como Da Vinci Si.

O Da Vinci Si custa entre US$ 1,3 milhão e US$ 2,2 milhões, segundo a empresa. O Single-Site pode custar em torno de US$ 60 mil a mais.

Outro sistema robótico cirúrgico, atualmente em desenvolvimento, usa uma incisão de 1,5 cm.

O robô foi desenhado por Dennis Fowler e Peter Allen, da Universidade Columbia, e Nabil Simaan, da Universidade Vanderbilt, em Nashville, no Tennessee. Uma vez dentro do corpo, o robô se desdobra e revela um sistema de câmera e dois braços semelhantes a cobras que efetuam a cirurgia. O sistema é licenciado para a Titan Medical em Toronto, no Canadá.

A cirurgia minimamente invasiva feita através de uma única incisão também pode ser realizada com instrumentos laparoscópicos longos e finos, que os cirurgiões manipulam enquanto veem um monitor de vídeo.

O doutor Hsieh imagina um benefício com o qual ele sonha há muito tempo. “Poderemos chegar ao ponto de fazer cirurgia robótica sem cicatrizes ou internações.”

Fonte: The New York Times