Arquivo mensal: abril 2014

Páscoa Solidária APM 2014

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Ampliação da Unifesp – Eu Apoio

Ampliação da UNIFESP

2007/2008 – REUNI

• 1 curso de graduação

• 50 alunos/ano

• 6 docentes, 2 técnicos

2014

• 7 cursos de graduação

• 300 alunos/ano – 100% SISU

• 92 docentes, 43 técnicos

• 3 cursos de pós-graduação strictu sensu.

 

Sete Cursos de Graduação

• 1º Ciclo

• Bacharelado em Ciência e Tecnologia

• 2º Ciclo

• Biotecnologia

• Ciência da Computação

• Matemática Computacional

• Engenharia Biomédica

• Engenharia de Computação

• Engenharia de Materiais

 

Dois novos cursos já aprovados para o Instituto

• Engenharia de energia

• Engenharia de Controle e Automação

Aguardam concessão de docentes e técnicos pelo MEC:

Quatro cursos de pós-graduação

• Mestrado e Doutorado em Biotecnologia

• Mestrado e Doutorado em Ciência e Engenharia de Materiais

• Mestrado em Ciência da Computação

• Mestrado Profissional em Matemática (PROFMAT)

 

Pesquisa Científica e Tecnológica de alta qualidade

• 100 % de professores doutores

• R$ 8 milhões de recursos da FINEP para projetos de pesquisa e desenvolvimento.

• R$ 5 milhões de recursos para projetos de pesquisa da FAPESP (segunda instituição da cidade com maior número de projetos em andamento).

 

 

 

 

Extensão Universitária – Ações Sociais

• Núcleo Educacional de Tecnologia Social e Economia Solidária

• Programa de Economia da Inovação

• Programa de Ensino de Software Livre

• Feira de Ciências

 

A UNIFESP já é a maior universidade pública de São José dos Campos, mas a sua expansão é estratégica para a região, para o país e uma demanda da população.

 

 

Metas do Plano Decenal da Unifesp São José dos Campos – Em 2020 o campus deve ter:

• 5.000 estudantes de graduação

• 1.500 estudantes de pós-graduação

• 500 docentes

• 300 técnicos

• 12 cursos de graduação

 

Novo campus – Parque Tecnológico

• Área total (doada pela prefeitura): 300 mil m2

• Área construída: 23 mil m2

• 20 salas de aula

• 15 laboratórios

• Biblioteca com 1.500 m2

• Restaurante Universitário, Quadra Poliesportiva, Núcleo de Apoio ao Estudante

  • Investimento de 65 milhões na obra e 5 milhões em equipamentos

 

 

Consolidação 2014/2015

Autorização para contratação de

• 60 docentes

• 40 técnicos administrativos

 

Reitora da UNIFESP – Prof. Doutora Soraya Soubhi Smaili

Diretor do Campus de São José – Prof. Luís Leduíno

 

 

 

 

Violência Obstétrica

VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA
Opinião da SOGESP
Nos últimos dias, um tema da maior relevância ganhou espaço na mídia, gerando desconforto e indignação entre médicos, pacientes e o conjunto da sociedade: a violência obstétrica. A polêmica teve como estopim a pesquisa “Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado”. Divulgada pela Fundação Perseu Abramo, traz queixas de gritos e piadinhas de médicos durante o parto, reclamações quanto à opção de procedimentos dolorosos sem consentimento ou informação, em relação à falta de analgesia e até sobre negligência, entre outras.
A Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP), como representante dos especialistas em ginecologia e obstetrícia, repudia veementemente a violência obstétrica e qualquer outro tipo de agressão ou truculência contra as mulheres. Mais do que um dever, temos como princípio e missão oferecer às mulheres tratamento humanizado e de qualidade, além de zelar pela boa prática e a reputação dos ginecologistas e obstetras, que, salvo exceções, têm postura ética e profissional elogiáveis.
Entendemos que os serviços de Obstetrícia e Ginecologia devem se aprimorar cotidianamente para atingir um nível de excelência na assistência. A constante atualização científica é uma obrigação dos ginecologistas e obstetras, assim como dos demais médicos brasileiros. Para tanto, disponibilizamos uma série de canais de educação e desenvolvimento continuado a nossos pares. Porém, um bom especialista precisa mais do que conhecimento profundo da ciência. A civilidade e o respeito ao próximo são outras características essenciais a quem trabalha com gente, e em especial com as mulheres.
É essencial registrar que os ginecologistas e obstetras do Estado de São Paulo são orientados a sempre indicar as práticas médicas que comprovadamente ofereçam menores riscos para a mãe, feto e recém nascido, de acordo com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde. Para o parto espontâneo, defendemos como procedimento solicitar à gestante que escolha a posição mais confortável, oferecer-lhe líquidos e alimentação leve, além de métodos não farmacológicos (ducha, massagem, etc) e farmacológicos (peridural ou raqui) para alívio da dor, e estímulo à deambulação.
Não há indicação de venóclise, enema ou tricotomia sistemáticos. Ressaltamos que as indicações de vias de parto, bem como os demais procedimentos obstétricos para aliviar um período expulsivo prolongado precisam ser avaliados e propostos pelo médico, embasados sempre nas melhores práticas médicas vigentes e aceitas por diretrizes das sociedades médicas nacionais e internacionais.
De acordo com as diretrizes da SOGESP, a presença de acompanhante da escolha da gestante é incentivada no pré-parto, intraparto e pós-parto. O aleitamento deve ser outro ponto fundamental, preferencialmente já na primeira hora de vida.
Até existem condições em que a indução do parto é uma opção válida. A SOGESP legitima o uso desse procedimento em situações de real necessidade, como, por exemplo, o caso de uma mulher que teve a bolsa rôta e possui o colo dilatado, pois dessa forma se evita o risco de infecções.
Vale ressaltar que o ginecologista e obstetra estuda e se especializa para assistir às pacientes da melhor forma possível, mas alguns serviços não oferecem as condições ideais para o trabalho do médico. Apenas para exemplificar, na prática diária, muitos profissionais se deparam com a falta de analgesia para o parto, que quando não aplicada pode trazer mais dor à gestante.
Reafirmo que a violência obstétrica não pode ser aceita por ninguém, médicos ou não! Devemos todos combatê-la, nos mais variados níveis. Nós, os tocoginecologistas jamais fecharemos os olhos para algo que é real e está sendo denunciado. Como em qualquer área, há em nosso meio, um ou outro mau profissional. Temos de identificá-los e puni-los de acordo com as normas vigentes e o Código de Ética Médica. Contudo, as mulheres brasileiras são testemunhas de que a regra da ginecologia e obstetrícia é o respeito e o atendimento qualificado.
Compreendo que precisamos nos unir às pacientes para combater todas as raízes da violência obstétrica. A gestão incompetente, a falta de políticas públicas adequadas, hospitais e maternidades sucateados e sem ferramentas essenciais ao parto são questões a combater diuturnamente, para oferecer ao especialista uma condição adequada de exercer a medicina e garantir à mulher qualidade e tratamento humanizado.
Porém, afirmo firmemente que a SOGESP defenderá seu associado, sempre que for acusado injustamente. Entendemos também que o Ginecologista/Obstetra mereça RESPEITO, afinal na sua grande maioria, são profissionais corretos que se dedicam dia e noite às suas pacientes, procurando sempre praticar a boa medicina.
Concluindo, entendemos também como VIOLÊNCIA CONTRA O OBSTETRA, a maneira superficial com que o tema tem sido abordado colocando o obstetra / ginecologista sempre como algoz. Portanto, a SOGESP tudo fará na defesa dos direitos da mulher e do obstetra/ginecologista abnegado e cumpridor de suas responsabilidades.

Jarbas Magalhães
Presidente da SOGESP

A questão é muito mais ampla do que foi abordada pela mídia.
A SOGESP se coloca a disposição da sociedade para debater esse assunto.

Cem anos atrasado

Cem anos atrasado

31 de março de 2014

*Adib D. Jatene – O Estado de S.Paulo
O surto de novas Faculdades de Medicina iniciado em 1996, quando havia 82, já ultrapassa 226, e com expectativa de se criarem mais de 40 escolas privadas, isso além do aumento das vagas em muitos cursos existentes em universidades federais. Também escolas vêm sendo criadas por Estados e, principalmente, por municípios, sem audiência do Ministério da Educação.

Estamos atingindo dimensão absolutamente inaceitável, comparável somente à situação que existia há pouco mais de cem anos nos Estados Unidos da América (EUA), que deflagrou um processo conhecido como Relatório Flexner, o qual reformou o ensino médico, reduzindo drasticamente o número de cursos e dando caráter científico à formação. Essa reforma permitiu que atualmente os EUA, com cerca de 300 milhões de habitantes, tenha pouco mais de 140 Faculdades de Medicina, não por acaso entre as melhores do mundo.

Na década de 1970 visitei uma nova escola em San Diego, na Califórnia. Levaram-me a conhecer a biblioteca. Tratava-se de um enorme prédio específico, onde, em suas estantes, se encontravam as coleções de todas as revistas científicas importantes, desde o número 1. Revistas europeias que remontavam aos séculos 17 e 18, e não faltava nenhum número. Perguntei como haviam conseguido e o professor que me acompanhava na visita respondeu apenas: “Money, doctor” (dinheiro, doutor). Ou seja, quando se dispuseram a abrir um novo curso, cuidaram dos mínimos detalhes. Por exemplo, o salão de Anatomia era amplo, com todas as peças dissecadas, e circundado por 40 pequenas salas com acesso direto ao salão, cada uma para dois alunos, que dispunham de todo o material para aprendizagem.

Muito longe das nossas escolas médicas improvisadas, sem nenhuma condição de oferecerem um curso – minimamente – razoável. Medicina deve ensinar a lidar com a vida humana e não pode ser profissão que admita pessoal pouco qualificado. No nosso país, entretanto, pretende-se oferecer à população profissionais com preparo muito limitado – em prova não eliminatória, mais de 60% não são aprovados, numa avaliação relativamente simples, ao final do curso, feita pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp).

Sabe-se que se o primeiro atendimento não for adequado, a terapêutica pode ser equivocada, agravando muitas vezes a situação dos pacientes. Não é por outra razão que nossas autoridades, quando acometidas por qualquer problema de saúde, buscam os profissionais mais qualificados e recebem o melhor tratamento que o avanço científico e tecnológico pode oferecer.

Não conheço ninguém da alta administração pública que procure, para se tratar, o ambulatório de uma escola sem a menor infraestrutura para funcionar e ensinar.

Médico ou é bem treinado e atualizado ou não deve existir. Essa profissão não coexiste com gente mal treinada.

Isso, contudo, não deve ser debitado ao aluno, o qual responde a exigências, e sim à escola, que não está, ela própria, preparada para cumprir as demandas e oferecer um curso que atenda à necessidade de aprendizado do estudante. Desde o corpo docente, que não pode ser improvisado, até instalações adequadas.

Existe enorme diferença, por exemplo, entre hospital assistencial e hospital de ensino. E nós estamos utilizando hospitais assistenciais para promover o ensino. Muitas entidades que não atuam nem têm tradição na área celebram convênios com hospitais assistenciais que não estão preparados para ensinar.

Já ouvi autoridade influente dizer: “Basta um médico assistencial ensinando o que sabe ao aluno”. Só que essa autoridade não se entrega aos cuidados desse médico, menos ainda ao aluno treinado por ele. Mas o grosso da população não consegue escolher.

Medicina não se faz com quantidade, mas com qualidade. Não é correto, por exemplo, aceitar quem obteve diploma de médico sem ter sido treinado em emergência, pelo fato de sua escola não dispor de pronto-socorro.

Agrava-se essa situação quando se agrega a esses fatos o crescimento e a urbanização acelerada da população. Apenas para comparação, a França em 1890 tinha 33 milhões de habitantes, enquanto àquela época o Brasil tinha menos de 10 milhões. Hoje a França tem 63 milhões, pouco menos que o dobro, enquanto nós atingimos 200 milhões, cerca de 20 vezes mais, quase 90% vivendo em cidades.

Esse grande salto ocorreu nos últimos 60 anos. Grandes massas de população fixaram-se, por algum motivo, em áreas onde os profissionais de que necessitam, entre eles o médico, não aceitam morar.

A Associação Brasileira de Educação Médica e muitos professores têm, há anos, se dedicado ao problema e proposto soluções que não são ouvidas por quem ocupa cargos de decisão. Preferem soluções simplistas para um problema complexo, o que só vai agravá-lo.

Ora, se a política é a arte de tornar possível o necessário, a solução para oferecer atendimento de qualidade não pode ser simplista, nem orientada por quem coloca outros interesses que não o de formar médicos realmente competentes. E, assim, criando hoje problemas difíceis de resolver para o futuro, acumulando grande número de escolas, formando mal, o que vai resultar numa geração despreparada, incapaz de solucionar o problema da assistência à saúde, pensando que a quantidade mal preparada possa vir a solucionar o problema em que estamos envolvidos, que é da maior seriedade.

Basta verificar que já temos o dobro do número de escolas médicas por milhão de habitantes em comparação com os principais países europeus.

*CARDIOLOGISTA, PROFESSOR EMÉRITO DA FACULDADE DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP), DIRETOR-GERAL DO HOSPITAL DO CORAÇÃO (HCOR), FOI MINISTRO DA SAÚDE

Reclame contra seu Plano de Saúde

Desse mal ninguém escapa.
Os abusos dos planos de saúde afetam pacientes e médicos.
Vamos lutar juntos por mais qualidade e respeito pela saúde.

Acesse o Site

Há pelo menos 15 anos, o que coincide com a sanção da Lei 9.656/98, que dispõe sobre os planos e seguros privados de assistência à saúde, as entidades médicas denunciam inúmeros problemas na relação entre prestadores de serviços e operadoras de planos de saúde, o que prejudica diretamente os pacientes.
Da parte dos médicos e demais prestadores de serviços, como cirurgiões-dentistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e dirigentes de clínicas, laboratórios e hospitais, as principais queixas são: honorários indignos, muito abaixo do que preconiza a CBHPM (Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos); contratos sem índice de reajuste e periodicidade definidos; e interferência na conduta, por meio de glosas e negativas de cobertura.
Por outro lado e como reflexo dos problemas enfrentados pelos prestadores de serviços, os pacientes sofrem principalmente com redes credenciadas insuficientes, que não crescem na mesma proporção do aumento do número de usuários dos planos; longas filas de espera nos pronto-atendimentos; e dificuldades para marcar consultas, exames, procedimentos e para conseguir liberação para cirurgias.
Desta maneira, as entidades médicas, encabeçadas pela Associação Paulista de Medicina (APM) e pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), vêm mais uma vez a público reforçar as denúncias. Nesta edição de 2014 do Dia Mundial da Saúde, celebrado em 7 de abril, lançam uma campanha publicitária que será veiculada no Jornal Folha de S. Paulo, Revista Veja, UOL e TV do Metrô enfatizando as queixas.
A APM abrigará ainda uma central telefônica (0800 173 313) para receber denúncias e reclamações dos usuários, médicos e demais profissionais sobre os planos de saúde. Além disso, representantes dos médicos e outros profissionais da Saúde promoverão uma doação de sangue no dia 7 de abril, das 8h às 14h na sede da APM, em parceria com a Associação Beneficente de Coleta de Sangue (Colsan), sob o lema “Durante todo o ano, os planos de saúde enfiam a faca nos pacientes e tiram o sangue dos médicos. Hoje, estamos aqui espontaneamente para doar nosso sangue a quem realmente merece, os pacientes”. No mesmo dia, haverá um ato público às 11h.
Na própria segunda-feira (7 de abril), as entidades solicitam que os profissionais suspendam o atendimento eletivo aos usuários de planos de saúde, como forma de protesto contra as empresas, e remarquem o mais breve possível para não haver prejuízo aos pacientes. As urgências, emergências e cirurgias devem ser mantidas.

Participe você também desta luta, que é de todos!Imagem

Médicos em defesa dos pacientes e pelo fim dos desmandos dos planos de saúde

Honorários defasados, reajuste de procedimentos muito aquém da inflação, interferências na autonomia clínica, cláusulas contratuais tendenciosas. São antigas as reclamações dos profissionais da área de Saúde quando o assunto é a relação com os planos de saúde. Dessa enorme insatisfação, de mais de 15 anos, brotou uma nova estratégia para denunciar à população os abusos cometidos pelas empresas, que ocasionam diversos problemas enfrentados pelos pacientes, especialmente dificuldade de acesso aos serviços.

Para chamar a atenção para o descaso dos planos com médicos e pacientes, foi lançada uma campanha publicitária no início de abril, ocupando mídia impressa, portais de internet e canais alternativos, como os vagões do metrô de São Paulo. “Queremos passar a mensagem que tanto profissionais quanto usuários são igualmente vítimas das empresas. É um alerta à sociedade, pois não abriremos guarda em 2014”, pontua Florisval Meinão, presidente da Associação Paulista de Medicina (APM).

Médicos e Pacientes exigem respeito