Arquivo mensal: setembro 2013

Farmacêuticos vão prescrever remédios sem receita na região

Farmacêuticos vão prescrever remédios sem receita na região
By System Administrator
Published: September 27, 2013
Ana Lígia Dal Bello
Especial para O VALE
Jornal o Vale
Farmacêuticos da região aprovaram a resolução do CFF (Conselho Federal de Farmácia), que autoriza farmacêuticos a prescreverem remédios que não necessitam de receita médica.
Analgésicos, antitérmicos e remédios fitoterápicos poderão ser prescritos nos casos considerados de “transtorno menor”, como dores de cabeça, enjoos e resfriados.
A farmacêutica Daniela Maria Ducatti Formaggio entende que “o farmacêutico tem condição de medicar. Isso já era feito verbalmente, mas agora o profissional pode assinar posologia, o que facilita para o paciente que não tem hábito de ler bula.
Para a microempresária Pâmela L. de Faria Silva, será melhor porque “os médicos têm agenda cheia, é difícil conseguir consulta para algo que não é grave”.
Conforme o vice-presidente do CFM (Conselho Federal de Medicina) e diretor de fiscalização Emmanuel Fortes, o CFM é contra à resolução porque as leis brasileiras autorizam a abertura de consultórios e a prescrição de remédios apenas para médicos.
“Qualquer pessoa pode aprender sobre doenças, mas, sem o grau em medicina, ela não pode se apresentar como médica à sociedade. A resolução permite que montem consultórios só pra tratar as doenças de transtorno menor. Quem vai assinar o atestado de óbito se o paciente morrer?”

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Conheça o desempenho da 3ª Distrital da Associação Paulista de Medicina

Conheça o desempenho da 3ª Distrital da Associação Paulista de Medicina

Na série sobre as Regionais e Distritais da APM, cujo critério de publicação é a ordem numérica de classificação (de 1ª a 14ª), chegamos à 3ª Distrital, formada por Regionais localizadas no Vale do Paraíba: Campos do Jordão, Caraguatatuba, Cruzeiro, Guaratinguetá, São José dos Campos e Taubaté.

Para o diretor da 3ª Distrital, Lauro Mascarenhas Pinto, suas Regionais têm grande potencial de crescimento e boa parte delas está dedicada a se desenvolver de forma estruturada.

“Nossa região tem trabalhado muito. São José dos Campos e Taubaté, por exemplo, são bastante atuantes quanto à defesa profissional. Temos metas ambiciosas: alcançar, até o fim da gestão (2014), no mínimo mais 40% de associados em cada uma das Regionais”, revela.

Atuação

Das seis regionais da 3ª Distrital, a mais nova é Campos do Jordão, inaugurada em outubro de 2011. Nos poucos mais de oito meses de atuação, tem investido principalmente na educação médica continuada, por meio do Projeto Atualize, que promove jornadas de atualização médica destinadas a especialistas de diversas áreas.

Quando o assunto são ações para a valorização do trabalho médico, Taubaté e São José dos Campos se sobressaem – e também são as que mais agregam associados, além de estarem localizadas em cidades onde há faculdades de medicina.

No caso da APM Taubaté, a sede própria, existente desde 1949, atende mais de 500 associados e recebe diversos encontros médicos, reuniões e eventos culturais, esportivos e literários destinados à classe e ao público em geral.

Um dos pontos defendidos pelo presidente desta Regional, Flávio Luiz Lima Salgado, é a distinção entre bacharéis em saúde e médicos certificados, como já acontece no caso dos bacharéis em Direito e advogados. “Nossa luta em prol dos direitos dos médicos é diária, ainda que os resultados estejam distantes do ideal para a classe. É imprescindível tornar obrigatório o exame do Cremesp para que a população tenha garantia de que será atendida por profissionais capacitados”, defende.

Para a vizinha Regional de São José dos Campos, que também possui sede própria e realiza diversos eventos médicos e sociais, o objetivo do trabalho diário é fortalecer a APM como entidade única, destacando a valorização dos profissionais de medicina em âmbito estadual, não apenas local.

Como explica o presidente, Sergio dos Passos Ramos, o tema defesa profissional é o que atrai a maioria dos médicos, especialmente os residentes. “Além de falar com os que já estão na ativa, nosso foco são os residentes e jovens médicos da região. Temos parceria com o Conselho Regional de Medicina para, na cerimônia de entrega do registro, apresentarmos aos novos médicos tudo o que a APM oferece em termos de serviços e facilidades para o cotidiano”, explica.

Em fase de ajustes

De acordo com Lauro Mascarenhas Pinto, as Regionais de Guaratinguetá, Caraguatatuba e Cruzeiro estão em processo de reorganização de suas atividades e, logo que forem resolvidas algumas questões internas, voltarão a buscar associados para a APM, contribuindo para o fortalecimento do associativismo.

“Está aumentando a conscientização de que precisa haver mais união, que o médico precisa ter coragem de enfrentar os planos de saúde e os gestores públicos para exigir seus direitos como profissional e como cidadão”, finaliza o diretor da 3ª Distrital.

Matéria publicada na Edição 635 da Revista da APM – Julho de 2012

Planos de saúde são recorrentes em abusos

Entre março e junho de 2013, a ANS registrou 17.717 queixas contra 552 operadoras. Médicos e pacientes são as vítimas

Pesquisas recentes da Associação Paulista de Medicina revelam que a saúde suplementar é useira e vezeira em abusos contra médicos e pacientes. Em 2011, nove em cada dez profissionais entrevistados a pedido da APM pelo Instituto Datafolha denunciaram ser vítimas de pressões para reduzir internações, solicitações de exames e outros procedimentos imprescindíveis ao diagnóstico e tratamento adequados.

No ano passado, durante julho e agosto, em novo levantamento encomendado pela APM, o mesmo Datafolha foi aos pacientes para medir a satisfação com os planos e seguros saúde. Na oportunidade, problemas diversos que prejudicaram a assistência foram apontados por 77% dos usuários que haviam recorrido aos serviços dessas empresas nos 24 meses anteriores à pesquisa. A média foi de 4,2 problemas.

Lamentavelmente, mesmo após denúncias recorrentes de entidades médicas, o quadro segue caótico. Diariamente, os órgãos de defesa do consumidor registram centenas de reclamações de usuários descontentes com produtos adquiridos.

Dos segmentos que lideram os rankings de queixas, o de saúde suplementar costuma aparecer com destaque. No Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), por exemplo, a insatisfação com planos de saúde se manteve na primeira posição por quase 12 anos consecutivos. Os registros apontam diversos descontentamentos, com mais volume de reclamações para a demora no agendamento de consultas, exames e cirurgias.

Em agosto, a Agência Nacional de Saúde Suplementar Suplementar (ANS), reguladora responsável por fiscalizar todo o setor, suspendeu por três meses a venda de 212 planos de saúde e manteve a proibição a outros 34. Ao todo, 246 planos de 26 operadoras foram suspensos, porém, no mesmo dia em que a ANS anunciou a medida, a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) conseguiu a anulação na justiça, beneficiando quatro operadoras.

O fascismo do PT contra os médicos

LUIZ FELIPE PONDÉ
Folha de Sao Paulo Hoje

O fascismo do PT contra os médicos
Os judeus foram o bode expiatório dos nazistas. Nossos médicos são os “judeus do PT”

O PT está usando uma tática de difamação contra os médicos brasileiros igual à usada pelos nazistas contra os judeus: colando neles a imagem de interesseiros e insensíveis ao sofrimento do povo e, com isso, fazendo com que as pessoas acreditem que a reação dos médicos brasileiros é fruto de reserva de mercado. Os médicos brasileiros viraram os “judeus do PT”.

Uma pergunta que não quer calar é por que justamente agora o governo “descobriu” que existem áreas do Brasil que precisam de médicos? Seria porque o governo quer aproveitar a instabilidade das manifestações para criar um bode expiatório? Pura retórica fascista e comunista.

E por que os médicos brasileiros “não querem ir”?

A resposta é outra pergunta: por que o governo do PT não investiu numa medicina no interior do país com sustentação técnica e de pessoal necessária, à semelhança do investimento no poder jurídico (mais barato)?

O PT não está nem aí para quem morre de dor de barriga, só quer ganhar eleição. E, para isso, quer “contrapor” os bons cidadãos médicos comunistas (como a gente do PT) que não querem dinheiro (risadas?) aos médicos brasileiros playboys. Difamação descarada de uma classe inteira.

A população já é desinformada sobre a vida dos médicos, achando que são todos uns milionários, quando a maioria esmagadora trabalha sob forte pressão e desvalorização salarial. A ideia de que médicos ganham muito é uma mentira. A formação é cara, longa, competitiva, incerta, violenta, difícil, estressante, e a oferta de emprego descente está aquém do investimento na formação.

Ganha-se menos do que a profissão exige em termos de responsabilidade prática e do desgaste que a formação implica, para não falar do desgaste do cotidiano. Os médicos são obrigados a ter vários empregos e a trabalhar correndo para poder pagar suas contas e as das suas famílias.

Trabalha-se muito, sob o olhar duro da população. As pessoas pensam que os médicos são os culpados de a saúde ser um lixo.

Assim como os judeus foram o bode expiatório dos nazistas, os médicos brasileiros estão sendo oferecidos como causa do sofrimento da população. Um escândalo.

É um erro achar que “um médico só faz o verão”, como se uma “andorinha só fizesse o verão”. Um médico não pode curar dor de barriga quando faltam gaze, equipamento, pessoal capacitado da área médica, como enfermeiras, assistentes de enfermagem, assistentes sociais, ambulâncias, estradas, leitos, remédios.

Só o senso comum que nada entende do cotidiano médico pode pensar que a presença de um médico no meio do nada “salva vidas”. Isso é coisa de cinema barato.

E tem mais. Além do fato de os médicos cubanos serem mal formados, aliás, como tudo que é cubano, com exceção dos charutos, esses coitados vão pagar o pato pelo vazio técnico e procedimental em que serão jogados. Sem falar no fato de que não vão ganhar salário e estarão fora dos direitos trabalhistas. Tudo isso porque nosso governo é comunista como o de Cuba. Negócios entre “camaradas”. Trabalho escravo a céu aberto e na cara de todo mundo.

Quando um paciente morre numa cadeira porque o médico não tem o que fazer com ele (falta tudo a sua volta para realizar o atendimento prático), a família, a mídia e o poder jurídico não vão cobrar do Ministério da Saúde a morte daquele infeliz.

É o médico (Dr. Fulano, Dra. Sicrana) quem paga o pato. Muitas vezes a solidão do médico é enorme, e o governo nunca esteve nem aí para isso. Agora, “arregaça as mangas” e resolve “salvar o povo”.

A difamação vai piorar quando a culpa for jogada nos órgãos profissionais da categoria, dizendo que os médicos brasileiros não querem ir para locais difíceis, mas tampouco aceitam que o governo “salvador da pátria” importe seus escravos cubanos para salvar o povo. Mais uma vez, vemos uma medida retórica tomar o lugar de um problema de infraestrutura nunca enfrentado.

Ninguém é contra médicos estrangeiros, mas por que esses cubanos não devem passar pelas provas de validação dos diplomas como quaisquer outros? Porque vivemos sob um governo autoritário e populista.