Arquivo mensal: abril 2013

Saída da consulta dos planos será analisada

Saída da consulta dos planos será analisada
No dia em que os médicos fizeram alerta às operadoras, foi anunciada criação de grupo que estudará a proposta de novo modelo de funcionamento da assistência na saúde suplementar

A possibilidade de retirada das consultas dos contratos estabelecidos entre médicos e operadoras de planos de saúde poderá ser analisada por um grupo de trabalho criado no âmbito do Conselho Federal de Medicina (CFM) como alternativa para evitar o desgaste progressivo na relação entre profissionais e empresários. A proposta do presidente do CFM, Roberto Luiz d’Avila, será encaminhada para discussão na próxima reunião do plenário do CFM, em maio.

Após aprovação, o grupo especial será formado e deverá começar a trabalhar imediatamente. A previsão é de que o tema seja debatido por uma equipe composta por representantes do CFM, da Associação Médica Brasileira (AMB), da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), da Agência Nacional de Saúde (ANS), do Ministério Público, do Ministério da Saúde e dos empresários. A meta é de que num prazo de 180 dias seja apresentado um relatório com dados sobre as viabilidades técnica, operacional e jurídica da proposta.

“Não queremos trazer prejuízos aos pacientes. Pelo contrário, com o resgate da confiança entre médicos e planos de saúde, eles serão beneficiados ao contarem com uma rede fortalecida e comprometida com seu atendimento. No cenário atual, os usuários dos planos têm se deparado com médicos desmotivados e com operadoras que não conseguem manter uma oferta razoável de profissionais para atender a demanda crescente. É para evitar o caos futuro que precisamos adotar medidas urgentes e avaliar todas as possibilidades”, ressaltou d’Avila.

Pela proposta inicial, as consultas não integrariam os pacotes de serviços contratados pelos usuários. Eles teriam a garantia de cobertura de exames, internações e outros procedimentos. No caso das consultas, elas seriam pagas diretamente pelo paciente ao médico, que ao final entregaria um recibo pelo acerto. De posse do documento, o paciente solicitaria o reembolso do valor acertado à operadora ou, se preferir, a dedução do gasto no seu imposto de renda.

O presidente do CFM reconhece o teor polêmico da proposta e a inexistência de consenso sobre o assunto, no momento. Contudo, durante coletiva na sede da AMB, em São Paulo, onde ele apresentou sua intenção, Roberto d’Avila afirmou que, após ter submetido a tese a uma análise interna sob seus aspectos legais e éticos, está convencido de que há espaço para o debate.

Para dirigentes de outras entidades, independentemente dessa possibilidade em estudo, os problemas entre operadoras e médicos são obstáculos a serem transpostos. O vice-presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), Jorge Carlos Machado Curi, ressaltou que o desgaste atinge, inclusive, outras categorias, que têm aderido ao movimento dos médicos: “É preciso haver uma grande união de todas as profissões de saúde para revertermos esse quadro. Por outro lado, a ANS precisa de mais agilidade nas suas decisões. Não é possível que haja tanta dificuldade para evitar que haja o cerceamento absurdo dos planos e a falta de valorização de todos os profissionais”.

Já o presidente da Fenam, Geraldo Ferreira Filho, ressaltou a mercantilização da saúde suplementar, com a valorização do lucros em detrimento dos interesses de pacientes e de profissionais. “A relação entre as operadoras e os médicos é hoje a mais precária que existe, os planos de saúde estão caminhando sem regras trabalhistas e sem o devido respeito com a classe médica, e hoje estamos aqui para dar um basta”, pontuou.

Fonte: CFM

Médicos, Dentistas e Fisioterapeutas reprovam Planos de Saúde

Segundo os profissionais das três áreas, grande número de pacientes de planos de saúde tem recorrido ao SUS e ao atendimento privado em função de obstáculos colocados pelas empresas
 
Pesquisa inédita realizada pela Associação Paulista de Medicina (APM), em parceria com 22 especialidades médicas (lista abaixo), com o Conselho Regional de Odontologia de São Paulo e a Federação Nacional de Associações de Prestadores de Serviço de Fisioterapia, revela alto grau de insatisfação dos prestadores de serviço das três áreas com os planos de saúde. 
 
Isso ocorre principalmente em virtude de abusos, como pressões para reduzir solicitações de exames essenciais, dificuldades para receber pelos serviços prestados (glosas), restrição a procedimentos de alta complexidade, defasagem dos honorários e interferência nos prazos de internação, entre outros nocivos à correta prática e à assistência segura aos pacientes.
 
A pesquisa, que também tem apoio do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, dos Sindicatos dos Médicos, da Academia de Medicina de São Paulo e da Associação Brasileira de Cirurgiões-Dentistas, foi realizada entre os dias 3 e 14 de abril, com uma base de amostragem recorde: cerca de 5 mil prestadores, somadas as três profissões. Seu objetivo é conhecer a opinião de médicos especialistas, cirurgiões-dentistas e fisioterapeutas sobre a relação com os planos e seguros saúde.
 
Hoje, 80% dos médicos, 88% dos cirurgiões-dentistas e 87% dos fisioterapeutas afirmam que já se descredenciaram ou pretendem se descredenciar de planos de saúde.
 
Quando solicitados a fazer uma avaliação geral dos planos, somente 6% dos médicos cravaram índices ótimo (2%) e bom (4%). No caso dos cirurgiões-dentistas, houve 1% para ótimo e 2% para bom. Já entre os fisioterapeutas, nenhum dos pesquisados avaliou a assistência na saúde suplementar como ótima ou boa.
 
Os índices altíssimos de ruim/péssimo e uma parcela menor de regular evidenciam que o sistema não cumpre seu papel, se interpretada a opinião dos profissionais. Afinal, em se tratando de cuidados à saúde e à vida de seres humanos, até o regular é péssimo.
 
Sobre práticas comuns que interferem na assistência, as três primeiras apontadas pelos fisioterapeutas foram: glosas indevidas e/ou lineares (89%); restrição ao número de atendimentos fisioterapêuticos em ambulatório (87%); realizar substituição de códigos de procedimentos, sempre para valores menores (87%).
 
Os cirurgiões-dentistas apontam a exigência de raio-X inicial e final (84%); a não autorização de procedimentos (71%); e as glosas imotivadas (67%).
 
Os médicos, por sua vez, indicam, nos três primeiros lugares de ações abusivas, a não autorização de procedimentos ou medidas terapêuticas (77%); a restrição a procedimentos de alta complexidade (69%); e ações para dificultar atos e diagnósticos terapêuticos mediante a designação de auditores (69%). Outro ponto bastante citado foi a interferência no tempo de internação dos pacientes (42%).
 
Obviamente, com tantos problemas no dia a dia, os índices de insatisfação são estratosféricos. O item remuneração registra a insatisfação de 98% dos médicos, 97% dos cirurgiões-dentistas e 98% dos fisioterapeutas. Vale destacar que é quase unanimidade nas três profissões a percepção de que não receberam reajustes que permitam recompor satisfatoriamente os custos envolvidos na prática diária: médicos (97%), cirurgiões-dentistas (97%) e fisioterapeutas (96%).
 
Essas e outras distorções referentes à inexistência de cláusulas contratuais com critério e periodicidade de reajuste levaram ao aumento da carga de trabalho: médicos (83%), cirurgiões-dentistas (80%) e fisioterapeutas (87%).
 
A desvalorização dos prestadores de serviço tem graves reflexos no atendimento aos pacientes. Um exemplo: médicos (61%), dentistas (70%) e fisioterapeutas (58%) confirmam que reduziram o número de procedimentos ou cirurgias em virtude da má remuneração.
 
Ainda segundo os profissionais das três áreas, um grande número de pacientes de planos de saúde tem recorrido ao SUS e ao atendimento privado em função de obstáculos colocados pelas empresas.

Pesquisa inédita sobre a relação entre médicos, dentistas e fisioterapeutas com os planos de saúd

A Associação Paulista de Medicina (APM) sediou, nesta terça-feira (23), uma entrevista coletiva à imprensa para apresentar pesquisa inédita sobre a relação entre médicos, dentistas e fisioterapeutas com os planos de saúde, realizada entre 3 e 14 de abril pela APM com mais de 5 mil profissionais. Além disso, também foi explicada a mecânica do movimento que será realizado pelas entidades médicas, outros profissionais da saúde e entidades da sociedade civil na próxima quinta-feira, 25 de abril, Dia Nacional de Alerta aos Planos de Saúde, na Avenida Paulista.

“Queremos alertar a sociedade que os problemas com as operadoras de planos de saúde persistem, apesar de termos iniciado negociações há cerca de três anos. Houve negociações nesse período, mas, perto do tamanho dos problemas com remuneração, ausência de contratos justos e interferência das empresas no exercício da profissão, as melhorias foram ínfimas. E quem mais sai prejudicado com a situação é o paciente”, afirmou o presidente da APM, Florisval Meinão.

Também representaram a entidade os diretores de Defesa Profissional João Sobreira de Moura Neto e Marun David Cury. Pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), participou o coordenador do Departamento de Comunicação, João Ladislau Rosa. Ele ressaltou que, nos últimos anos, o setor de saúde suplementar tem movimentado cerca de R$ 80 bilhões para atender menos de 50 milhões de usuários, mesma quantia que o Sistema Único de Saúde (SUS) tem para cuidar de 150 milhões de brasileiros. “Nas negociações, os planos reclamam que não têm dinheiro, no entanto, já estão atraindo inclusive capital estrangeiro, que só investe em mercados promissores. Infelizmente eles trabalham com a lógica do lucro, e não da atenção à saúde.”

 

Dilma defende recrutar médico estrangeiro

RAFAEL MORAES MOURA, BRASÍLIA – O Estado de S.Paulo

Em discurso para prefeitos na noite de ontem, a presidente Dilma Rousseff disse que apoia o recrutamento de médicos estrangeiros para atuar no País, afirmando que o benefício para a população brasileira “vale essa disputa e essa discussão”. Conforme informou o Estado em fevereiro, o governo quer criar um programa para contratar médicos estrangeiros.

 

Pelo formato em discussão, médicos trabalhariam durante dois anos em cidades consideradas prioritárias – aquelas que convivem com carência de profissionais, nas áreas mais afastadas do País. Depois, receberiam licença especial para exercer a profissão. Conselhos regionais e o Conselho Federal de Medicina criticam o estímulo para profissionais estrangeiros. “Isso não significa que não tenhamos de valorizar o médico, melhorar essa formação”, afirmou.

Médico deixa de fazer cirurgia devido ao baixo valor pago por plano

TALITA BEDINELLI
DE SÃO PAULO

Atualizado em 24/04/2013 às 17h40.

Médicos, dentistas e fisioterapeutas que atendem planos de saúde afirmam que têm deixado de realizar cirurgias ou outros procedimentos por causa dos valores pagos pelos planos de saúde. A remuneração é considerada baixa por eles.

Segundo uma pesquisa realizada pela APM (Associação Paulista de Medicina) feita com 5.000 profissionais da área, 61% dos médicos ouvidos afirmaram ter deixado de realizar cirurgias e procedimentos mais complexos. Entre os dentistas, 70% afirmaram o mesmo e, entre os fisioterapeutas, 58%.

A pesquisa –realizada pela internet entre 3 e 14 de abril– foi apresentada para a imprensa às vésperas de um protesto nacional dos profissionais da saúde contra os valores pagos pelos convênios médicos.

Na próxima quinta-feira, eles farão um dia de paralisação –atenderão apenas emergências. Na prática, os médicos que aderirem deixarão de marcar consultas menos urgentes neste dia.

Entre 7h e 10h de quinta, eles também farão um ato na avenida Paulista.

“Será um dia de alerta nacional. Hoje, a saúde suplementar vive uma crise. Há uma relação ruim dos planos com os profissionais e isso prejudica seriamente a qualidade para o paciente. As pessoas hoje enfrentam as mesmas dificuldades encontradas no SUS (Serviço Único de Saúde)”, diz Florisval Meinão, presidente da APM.

Leia a notícia completa

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9h – Abertura:
Lincoln Lopes Ferreira – Presidente da Associação Médica de Minas Gerais
Florentino Araújo Cardoso Filho – Presidente da Associação Médica Brasileira
João Batista Gomes Soares – Presidente do Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais
Roberto Luiz d´Avila – Presidente do Conselho Federal de Medicina
Cristiano Gonzaga da Matta Machado – Presidente do Sindicato dos Médicos de Minas Gerais
Geraldo Ferreira Filho – Presidente da Federação Nacional dos Médicos
Luis Edmundo Noronha Teixeira – Presidente da Federação Nacional das Cooperativas Médicas

9h30 – Cenário atual da Saúde Suplementar:
– Limites do Capital Internacional na Saúde Suplementar – José Augusto Ferreira – Assessor da Diretoria da Unimed- BH
– Defasagem do rol da ANS x CBHPM 2012 – Florisval Meinão – Presidente da Comissão Nacional de Consolidação e Defesa da CBHPM
– Defasagem dos honorários médicos atualmente praticados x CBHPM 2012 – Emílio César Zilli – Diretor de Defesa Profissional da Associação Médica Brasileira
Coordenador: Lincoln Lopes Ferreira – Presidente da Associação Médica de Minas Gerais

10h30 – Aspectos jurídicos da Saúde Suplementar:
O CADE e as entidades médicas – Olavo Chinaglia – Presidente do CADE
Atuação do Legislativo na implantação da CBHPM – Deputado Federal Luiz Henrique Mandetta
A Visão da ANS sobre a CBHPM – André Longo – Diretor Presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar
Judicialização da CBHPM – José Alejandro Bullón – Assessor Jurídico do Conselho Federal de Medicina
Coordenador: João Batista Gomes Soares – Presidente do Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais

11h30 – A CBHPM no SUS:
Perspectivas de implantação – Helvécio Miranda Magalhães Júnior – Secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde
A visão da Fenam – Geraldo Ferreira Filho – Presidente da Federação Nacional dos Médicos
A PBH e a Complementação da tabela do SUS: estratégias administrativas e resultados – Marcelo Gouvea Teixeira – Secretário Municipal de Saúde de Belo Horizonte
É válida no Estado a experiência de BH sobre a complementação da tabela do SUS? – Antônio Jorge de Souza Marques – Secretário Estadual de Saúde de Minas Gerais
Coordenador: Cristiano Gonzaga da Matta Machado – Presidente do Sindicato dos Médicos de Minas Gerais

12h30 – Almoço

14h – As Operadoras de Saúde e a implantação da CBHPM:
Marcio Serôa de Araujo Coriolano – Presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar – FENASAUDE
Eudes de Freitas Aquino – Presidente da Unimed do Brasil
Denise Rodrigues Eloi de Brito – Presidente da Unidas
Arlindo de Almeida – Presidente da Abramge
Ranqueamento de convênios – João Tadeu Leite dos Reis – Diretor Financeiro da FENCOM
Coordenador: Alcebíades Vitor Leal Filho – Secretário Geral da Associação Médica de Minas Gerais

15h – Perspectivas para a CBHPM:
Câmaras Técnicas da CBHPM: entenda seu funcionamento – Claudio Balduino Souto Frazen – Representante do CFM na Câmara Técnica da CBHPM
Cobrança de disponibilidade obstétrica – Maria Inês de Miranda Lima – Presidente da SOGIMIG
É interessante desvincular Consultas dos Planos de Saúde? – Roberto Luiz d´Avila – Presidente do CFM
Plano Enfermaria x Plano Apartamento – Márcio Costa Bichara – Secretário de Saúde Suplementar da Fenam
Coordenador: Florentino Araújo Cardoso Filho – Presidente da Associação Médica Brasileira

16h – Movimento Nacional da Saúde Suplementar:
A visão da OAB-MG sobre cartelização – Luís Cláudio Chaves – Presidente da OAB-MG
Conquistas do Movimento Médico em 2012 e Diretrizes do Movimento para 2013 – Aloísio Tibiriçá Miranda – Coordenador da COMSU
Coordenador: Márcio Fortini – Diretor de Defesa Profissional da Associação Médica de Minas Gerais

16h50 – Encerramento:
Juraci Gonçalves de Oliveira – Coordenador da Comissão Estadual de Honorários Médicos de Minas Gerais

Secretario de Saude nomeia representante junto ao Hospital Municipal

Segundo o jornal ovale de hoje, o Secretario de Saude nomeia um interventor junto ao Hospital Municipal de Sao José dos Campos:

Carlinhos nomeia ‘interventor’ para avaliar gestão de hospital
By Vivian Zwaricz
Published: April 19, 2013
Chico Pereira
São José dos Campos

O governo do prefeito de São José dos Campos, Carlinhos Almeida (PT), nomeou um “interventor” para o Hospital Municipal, gerenciado pela SPDM (Sociedade Paulista para o Desenvolvimento da Medicina) desde julho de 2006.
Em portaria publicada esta semana no Boletim do Município, o secretário municipal de Saúde, Álvaro Machuca, nomeou o médico Airton Aguilar Sanches para acompanhar os trabalhos administrativos da SPDM.
O médico terá a incumbência de verificar o cumprimento do contrato de gestão, com poderes para tratar de assuntos relativos ao estabelecimento de escala de plantões, transferências de servidores, chefias de serviço e de outros assuntos de interesse da administração.
Ele irá trabalhar diretamente com a superintendência da SPDM e será homem de confiança do secretário.
“Ele vai ser um interlocutor da secretaria com a administração da SPDM”, disse o secretário.
Machuca afirmou não se “trata de intervenção” e que o objetivo é facilitar o diálogo com a administração do hospital e agilizar assuntos administrativos para melhorar a prestação de serviços à população.
“O doutor Airton trabalha no Hospital Municipal há muitos anos e conhece bem o HM e sua rotina. Pode ajudar a agilizar o fluxo de questões administrativas. O propósito sempre é voltado para melhorar o atendimento à comunidade”, disse.
Machuca relatou que a gestão da SPDM já é acompanhada pela pasta, que mantém técnicos no HM para cuidar do assunto.
“Pelo contrato de gestão, a SPDM presta contas das suas atividades trimestralmente, mas sempre é possível melhorar a gestão”, afirmou.
Durante a campanha eleitoral, o prefeito Carlinhos sinalizou que iria fazer uma revisão dos contratos das OSs (Organizações Sociais) que prestam serviço ao município.

Leia mais em ovale: http://www.ovale.com.br/mobile/nossa-regi-o/carlinhos-nomeia-interventor-para-avaliar-gest-o-de-hospital-1.394893

Entidades médicas anunciam Dia Nacional de Alerta aos Planos de Saúde

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No próximo dia 25 de abril, entidades médicas de todo o país organizam o Dia Nacional de Alerta aos Planos de Saúde. Nesta data, diversos protestos deverão ocorrer nos estados contra os abusos praticados pelas operadoras de planos de saúde na relação com médicos e pacientes, segundo informe à população e à imprensa. A mobilização, que acontece pelo terceiro ano consecutivo, é um alerta para gestores das operadoras dos planos de saúde, gestores públicos e à sociedade em geral. 
 
Na carta aberta à população, assinada pelas três entidades nacionais – Associação Médica Brasileira (AMB), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Federação Nacional dos Médicos (Fenam) – os médicos informam a retomada do diálogo com os empresários. A categoria definiu cinco itens de reivindicação que exprimem o histórico de lutas das entidades médicas por melhorias no setor. 
 
Além do reajuste adequado dos valores das consultas e procedimentos, a classe cobra uma resposta da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) sobre as propostas de cláusulas obrigatórias a serem inseridas nos contratos entre médicos e planos de saúde, apresentadas pelos médicos em abril do ano passado. O apoio ao Projeto de Lei 6.964/10, que trata da contratualização e da periodicidade de reajuste dos honorários, também é uma das bandeiras da mobilização. 
 
O protesto – Para o dia 25 de abril, está prevista a realização de atos públicos como assembleias, caminhadas, concentrações, dentre outras formas de manifestação. O formato será definido em assembleias organizadas pelas Comissões Estaduais de Honorários Médicos, compostas pelas Associações Médicas, Conselhos Regionais de Medicina, Sindicatos Médicos e Sociedades Estaduais de Especialidades. 
 
Em caso de suspensão temporária de atendimentos eletivos, os pacientes serão atendidos em nova data, que será informada. O protesto não atinge os casos de urgência e emergência. Para eles, o atendimento está assegurado. 
 

Confira abaixo a íntegra do Informe à População:

 

 

 

 

25 de abril: Dia Nacional de Alerta aos Planos de Saúde

Em 25 de abril, ocorrerá o Dia Nacional de Alerta aos Planos de Saúde, que configura um protesto contra os abusos praticados pelas operadoras de planos de saúde na relação com os pacientes e com os médicos.

O protesto prevê a realização de atos públicos (assembleias, caminhadas, concentrações, entre outras), sendo que, o formato a ser adotado em cada localidade será definido em assembleias organizadas por Comissões Estaduais (compostas pelas Associações Médicas, Conselhos Regionais de Medicina, Sindicatos Médicos e Sociedades Estaduais de Especialidades).

 

Em caso de suspensão temporária, os pacientes serão atendidos em nova data, que será informada. O protesto não atinge os casos de urgência e emergência. Para eles, o atendimento está assegurado.

A mobilização é um alerta para os gestores das operadoras dos planos de saúde, para os gestores públicos e para a sociedade em geral. As entidades defendem a retomada do diálogo que garanta o atendimento dos seguintes pontos:

1- Reajuste das consultas, a partir de critérios a serem definidos em cada Estado, tendo como referência a CBHPM em vigor (R$ 67,82 em 2012);

2- Reajuste dos procedimentos, tendo como balizador a CBHPM em vigor (2012);

3- “Por uma nova contratualização, baseada na proposta das entidades médicas nacionais”;

4- Rehierarquização dos procedimentos, feita com base na CBHPM;

5- Apoio ao Projeto de Lei 6.964/10, que trata da contratualização e da periodicidade de reajuste dos honorários pagos aos médicos. 

 

Sem o atendimento dessa agenda mínima, há risco de prejuízos para mais de 48 milhões de usuários de planos de saúde em todo o país. Contamos com a compreensão dos brasileiros nesta luta, cujo êxito trará ganhos significativos para toda a sociedade.

 Fonte: Portal Médico