Arquivo mensal: dezembro 2012

Natal 2012

Natal 2012

A Diretoria da Associação Paulista de Medicina, São José dos Campos, agradece a todos os médicos, médicas e funcionários de clínicas que tornaram possível o Natal das crianças das Creches assistidas por nós.

O Sorriso das crianças é o nosso agradecimento:

Natal 2012

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Editorial Folha de São Paulo sobre exame CREMESP

Editoriais: Cuidar dos médicos

É preocupante o resultado do exame de proficiência aplicado pelo conselho paulista de médicos aos alunos que se formam neste ano nas faculdades de medicina do Estado de São Paulo.

Nada menos que 54,5% dos futuros profissionais formados no Estado mais rico do país não acertaram nem 60% das 120 questões. São alunos que não dominam o conteúdo básico necessário para cuidar da saúde da população e, por isso, foram reprovados pelo Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo).

A constatação da inépcia de mais da metade dos formandos já seria razão suficiente para inquietação quanto à qualidade dos cursos de medicina. A situação, porém, é ainda mais perturbadora: a reprovação no teste não impede o exercício da profissão.

Longe de serem um caso à parte, os resultados deste ano apenas repetem um padrão assustador. Desde 2005, quando o exame foi aplicado pela primeira vez, o desempenho dos alunos tem sido pífio. Em 2008, por exemplo, o índice de reprovação chegou a 61%.

Apesar do histórico negativo, o médico Bráulio Luna Filho, coordenador do exame do Cremesp, contava com cerca de 70% de aprovação. Segundo ele, países como Canadá e Estados Unidos têm, em média, taxa de 95% de aprovação.

Talvez o coordenador do Cremesp imaginasse que o resultado de 2012 seria melhor porque, pela primeira vez, fazer a prova foi pré-requisito para o registro profissional. Antes, faculdades de prestígio, como USP e Unicamp, boicotavam a avaliação. Enquanto 418 alunos fizeram o teste em 2011, agora foram quase 2.500.

Ainda que sejam pertinentes algumas críticas ao exame –em vez de se restringir a questões teóricas, deveria medir também a aptidão prática–, sua aplicação a todos os formandos permite um diagnóstico mais preciso sobre os cursos de medicina no Estado.

A formação dos médicos, não há como fugir à conclusão, é precária. Permitir que tais profissionais ingressem no mercado de trabalho é uma temeridade. Na medicina, o desconhecimento técnico pode ter consequências funestas.

O que está em jogo não é o interesse de proprietários de faculdades, mas a segurança e a saúde dos pacientes. Passou da hora de o Congresso aprovar um exame de habilitação para a medicina. Não faz sentido permitir que a população fique nas mãos de médicos que não têm o conhecimento mínimo necessário.

(http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/1198612-editoriais-cuidar-dos-medicos.shtml) 10/12/2012

Novos robôs podem possibilitar cirurgia sem nenhuma cicatriz

Novos robôs podem possibilitar cirurgia sem nenhuma cicatriz

Hoje já existem sistemas robóticos -no mercado ou em desenvolvimento- que são ainda menos invasivos. Eles exigem apenas uma pequena incisão através da qual entram os braços robóticos e a câmera.

Os cirurgiões antes faziam grandes incisões para poderem alcançar a vesícula biliar, ou outros órgãos, usando instrumentos convencionais que seguravam nas mãos. Hoje, muitos se sentam diante de um console de computador, manipulando braços robóticos que entram no corpo do paciente através de pequenas aberturas não muito maiores do que buracos de fechaduras.

Mesmo que essas cirurgias sejam, em geral, minimamente invasivas, elas exigem diversas incisões: uma para o sistema de câmera que mostra o caminho para o cirurgião no console e outras para cada braço robótico que corta e costura.

Hoje já existem sistemas robóticos -no mercado ou em desenvolvimento- que são ainda menos invasivos. Eles exigem apenas uma pequena incisão através da qual entram os braços robóticos e a câmera.

“Isso poderá permitir uma recuperação mais rápida do paciente”, diz o doutor Michael Hsieh, professor na Universidade Stanford, na Califórnia, e urologista. “Só há um ferimento para curar com esse procedimento, em vez de três.”

O doutor Hsieh, que realiza cirurgias abdominais, usa técnicas minimamente invasivas que hoje costumam exigir três incisões. Seus pacientes geralmente voltam para casa um ou dois dias depois da cirurgia. “Acho que eles vão se recuperar mais rapidamente se eu puder reduzir as incisões para apenas uma”. Ele acrescentou: “Haverá menos cicatrizes, ou nenhuma, se eu entrar pelo umbigo”.

Em breve, ele terá a oportunidade de experimentar o novo método em seus pacientes. O Hospital Stanford está comprando um sistema da Intuitive Surgical chamado Single-Site, que exige uma incisão de cerca de 2,5 cm. O sistema, aprovado pela FDA (agência reguladora de medicamentos e alimentos dos EUA) só para a remoção da vesícula, é usado como um acréscimo a um sistema robótico básico da Intuitive, conhecido como Da Vinci Si.

O Da Vinci Si custa entre US$ 1,3 milhão e US$ 2,2 milhões, segundo a empresa. O Single-Site pode custar em torno de US$ 60 mil a mais.

Outro sistema robótico cirúrgico, atualmente em desenvolvimento, usa uma incisão de 1,5 cm.

O robô foi desenhado por Dennis Fowler e Peter Allen, da Universidade Columbia, e Nabil Simaan, da Universidade Vanderbilt, em Nashville, no Tennessee. Uma vez dentro do corpo, o robô se desdobra e revela um sistema de câmera e dois braços semelhantes a cobras que efetuam a cirurgia. O sistema é licenciado para a Titan Medical em Toronto, no Canadá.

A cirurgia minimamente invasiva feita através de uma única incisão também pode ser realizada com instrumentos laparoscópicos longos e finos, que os cirurgiões manipulam enquanto veem um monitor de vídeo.

O doutor Hsieh imagina um benefício com o qual ele sonha há muito tempo. “Poderemos chegar ao ponto de fazer cirurgia robótica sem cicatrizes ou internações.”

Fonte: The New York Times