Arquivo mensal: setembro 2012

Cine Debate no Parque Vicentina Aranha

Cine Debate no Parque Vicentina Aranha

A Associação Paulista de Medicina, de São José dos Campos, realizou no dia 20 de setembro, às 20h, a exibição do filme Cinema Paradiso no Parque Vicentina Aranha. O drama italiano de 1988 é estrelado por Philippe Noiret, Jacques Perrin e Marco Leonardi. O longa conta a história de Toto, um cineasta de sucesso, sua paixão pelo cinema e a relação com Alfredo, o projecionista da pequena cidade onde o cineasta cresceu.

Após a exibição houve debate com o cineasta joseense Claudio Yosida, o ator e diretor Massayuki Yamamoto e o médico psiquiatra Dr. Hélio Souza Lima.

O Cine Debate é uma realização da Associação Paulista de Medicina, sob coordenação do diretor cultural João Manuel Maio, e conta com o apoio da AJFAC (Associação Joseense para o Fomento da Arte e da Cultura).

Abertura

Antes do Cine Debate a Banda CheckJazz ise apresentou com o melhor do jazz, blues e bossa nova, usando todo com swing e improvisação característicos da banda. A CheckJazz tem como integrantes Marcelo Simões (guitarra), Felipe Mascarenhas (baixo), Marcus Flexa (teclado e guitarra) e Marcelo Moreira (bateria).

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Medicina baseada em evidencias

Os 383 mil médicos brasileiros contam com novo instrumento para auxiliar na tomada de decisões clínicas. O portal Saúde Baseada em Evidências é uma iniciativa do governo federal que possibilita o acesso a diversas publicações científicas, com informações atualizadas, para subsidiar a tomada de decisão no diagnóstico, tratamento e gestão. Por meio do portal os profissionais também poderão utilizar ferramentas como calculadoras médicas e de análise estatística.

Para acessar o conteúdo disponível, é necessário digitar o endereço http://aplicacao.periodicos.saude.gov.br/ ou o http://www.portalmedico.org.br – clicar no banner “Saúde Baseada em Evidências”. Depois, basta escolher a base de dados para iniciar a pesquisa.

Vivi e vivo uma medicina de sonhos, vocês me mostram uma realidade cruel …

Por Jarbas Magalhães

Tema: O ginecologista deve ser o clínico da mulher? CTV 10 – sala José Júlio de Azevedo Tedesco. Coordenador: Jarbas Magalhães. A favor: Geraldo Rodrigues de Lima. Contra: Gerson Botacini das Dores.

A favor: O interessante tema foi abordado inicialmente pelo Professor Geraldo Rodrigues de Lima. O professor contou um pouco de sua vida, comentando que sua formação foi eminentemente clinica, fruto de seu convívio com os mais famosos clínicos da Escola Paulista de Medicina. Somente após sua formação clinica é que se interessou pela Obstetrícia e pela Ginecologia. Ele reforçou que seus conhecimentos clínicos ajudaram sobremaneira o seu raciocínio diagnóstico e condutas terapêuticas nas duas novas especialidades (GO). Concluiu dizendo que hoje o gineco-obstetra tem uma formação muito especializada e isso frequentemente o leva a entender a mulher de forma fragmentada. Com isso, não usa os fundamentos clínicos mais básicos e frequentemente vive de encaminhar pacientes a outros especialistas, perdendo a oportunidade de se transformar no clinico da mulher.

Contra:O professor Gerson Botacini, discorreu brilhantemente sobre o tema, ao considerar a complexidade da clinica dos dias de hoje e argumentar que o gineco-obstetra não tem condições de dominar a arte da clica médica em toda a sua grandeza. Mostrou também que em várias situações, no início de sua carreira, atuou como clinico, especialmente em comunidades mais pobres, com muito sucesso. Com a chegada dos convênios, porém, e das cooperativas e seguradoras, o trabalho do médico foi sendo brutalmente explorado e desvalorizado, levando-o a realizar consultas de poucos minutos, onde o raciocínio clínico teve de ser praticamente abandonado. Como um discípulo e aluno do professor Geraldo, Botacini sentia-se entristecido de tratar de uma realidade tão ruím para o GO, limitado a praticar um medicina superficial e de encaminhamentos. Chamou os convênios e cooperativas de uma nova praga, que denominou de convenio sp .

Discussão: O coordenador da controvérsia, professor Jarbas Magalhaes, comentou as duas posições. Como se considera também um discípulo do Professor Geraldo, entende que o GO deveria ser o clinico da mulher, mas as colocações do professor Gerson eram importantes para entender a atual situação do GO, refém das operadoras de saúde e cooperativas. A plateia se posicionou, ora de um lado ora de outro, mas todos foram unânimes em dizer que embora o GO devesse ser o clinico da mulher , mas a realidade da exploração do exercício da medicina o afasta dessa possibilidade tão nobre. O professor Geraldo R. Lima encerrou a discussão dizendo: “Vivi e vivo uma medicina de sonhos, vocês me mostram uma realidade cruel … Porém não devemos desistir: devemos continuar a exercer e ensinar clinica”.