Arquivo mensal: agosto 2012

Ginecologistas acusam planos de interferirem em seu trabalho

Revista Veja:
Ginecologistas e obstetras do estado de São Paulo consideram ruim ou péssimo o atendimento dos planos de saúde e dizem que interferências das operadoras afetam seu trabalho. São situações como a redução do período de internação e a designação de auditores para autorizar procedimentos. Esse é o quadro obtido por pesquisa Datafolha encomendada pela Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp).
Após entrevistas com 451 profissionais associados à Sogesp, ela aponta que 97% deles consideram que há interferência das operadoras, sendo que para 58% a interferência é grande ou muito grande. Quando indagados sobre como avaliam a qualidade dos serviços dos planos ou seguros de saúde, 45% disseram ser ruim ou péssima. A avaliação foi pior que a feita sobre a qualidade do serviço público de saúde, considerada ruim ou péssima por apenas 29% dos entrevistados.
Leia também: Em SP, quatro em cada cinco pessoas enfrentaram problemas com planos de saúde nos últimos dois anos
Mas o problema mais grave apontado foi a interferência. A situação mais citada, por 87%, foi a “glosa de procedimentos”, em que a operadora se recusa a pagar por atos já realizados pelo médico. Os entrevistados foram questionados sobre quais planos interferem mais. Entre os oito citados, receberam mais destaque Amil (15%), Intermédica (13%) e Sulamérica Saúde (13%). Apesar de a pesquisa não ter abordado os possíveis danos da interferência, os médicos contam que a percepção é de que, a longo prazo, um atraso num prognóstico pode levar a uma piora da saúde da mulher.
Próximos passos — Os resultados da pesquisa serão encaminhados para Agência Nacional de Saúde Suplementar, Conselho Nacional de Justiça, Congresso Nacional e Assembleia Legislativa do Estado. A Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) informou que pretende expandir uma pesquisa nos mesmos moldes para todo o País.

As três operadoras mais citadas mandaram notas à imprensa. A Amil disse que “não interfere, de maneira alguma, na autonomia dos médicos e outros profissionais de saúde”. A Intermédica afirmou que “os poucos médicos ginecologistas e obstetras credenciados nossos em consultórios próprios não sofrem a menor interferência”. E a Sulamérica disse que “atua em linha com o que preconiza a Resolução Normativa n.º 259”.
(Com Agência Estado)

Anúncios

Pesquisa SOGESP-Datafolha aponta interferência de planos na G.O.

Em coletiva à imprensa em 30 de agosto, às 11h, em meio ao XVII Congresso Paulista de Ginecologia e Obstetrícia, a SOGESP apresenta pesquisa Datafolha especialmente encomendada para dimensionar os problemas que os tocoginecologistas de São Paulo enfrentam no dia a dia da saúde suplementar.

Os resultados são estarrecedores; confirmam a sensação de que está se tornando inviável prestar serviço aos convênios, particularmente em virtude dos honorários irrisórios e da desmedida interferência na prática da especialidade. As pressões são constantes, inclusive nas internações, quando estão em jogo saúde e as vidas da mãe e do bebê.

Na oportunidade será anunciado também dado que evidencia alto índice de abandono da prática da obstetrícia no estado.

Coletiva SOGESP-Datafolha
Data – 30 de agosto
Horário – 11h
Local – Transamérica Expocenter, Avenida Doutor Mário Vilas Boas Rodrigues, 387 – Santo Amaro São Paulo

Estudo publicado na Jornal do Colégio Americano de Cardiologia comprova benefícios do uso de betabloqueadores

Estudo publicado na Jornal do Colégio Americano de Cardiologia comprova benefícios do uso de betabloqueadores.
Fiuzat M, Wojdyla D, Kitzman D, et al. Relationship of beta-blocker dose with outcomes in ambulatory heart failure patients with systolic dysfunction: results from the HF-ACTION (Heart Failure: A Controlled Trial Investigating Outcomes of Exercise Training) trial. J Am Coll Cardiol. 2012;60:208–15.

Usuários de planos de saúde tem 64% de problemas com as consultas

A Associação Paulista de Medicina (APM) apresenta pesquisa Datafolha encomendada especialmente para desenhar um panorama de como anda o atendimento dos planos de saúde aos pacientes, no estado de São Paulo.

Os principais problemas para a marcação de consultas, falhas importantes no atendimento em pronto-socorro, as dificuldades para realização de exames e procedimentos de maior custo, as consequências do descredenciamento de médicos, hospitais e laboratórios, entre outros pontos, foram queixas recorrentes no levantamento.

A Associação Paulista de Medicina e a ProTeste também lançam um serviço nacional de apoio exclusivo aos pacientes. O telefone 0800.200.4200 atenderá reclamações de todo o Brasil, oferecendo esclarecimento e apontando encaminhamentos para a garantia dos direitos dos usuários de planos de saúde.

Base e objetivos

A pesquisa APM-Datafolha foi realizada para conhecer a opinião dos usuários de planos ou seguros de saúde do Estado de São Paulo, investigando a utilização dos serviços e os principais conflitos e deficiências percebidas.
A amostragem tem como base 804 entrevistas, distribuídas por todo o estado, com uma população de 18 anos ou mais, possuidora de plano ou seguro saúde, que utilizou algum serviço nos últimos 24 meses. Retrata um universo de 10 milhões de pacientes da saúde suplementar.

A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%, sendo que a coleta de dados ocorreu entre 14 e 22 de maio de 2012.

Dados relevantes

Entre os usuários que utilizaram os serviços de planos de saúde nos últimos dois anos, 77% tiveram algum problema (praticamente 8 em cada 10). A média foi de 4,2 problemas.

O índice de usuários com problemas foi de 64% para consultas; 40% em exames diagnósticos, e, o que é gravíssimo, 72% em pronto-socorro, quando a pessoa mais necessita de agilidade e resolubilidade.

No caso das consultas, as principais queixas são de demora para marcação, de médico que saiu do plano e demora para autorização. Em exames diagnósticos, as reclamações recorrentes são de demora para marcação de exames e procedimentos, poucas opções de laboratórios, entre outros.

Já em pronto-socorro, há os seguintes problemas:

67% Local de espera lotado
51% Demora para atendimento
12% Demora para realização de exames
12% Locais inadequados p/ medicação
5% Negativa de atendimento
4% Demora ou negativa na transferência para leito hospitalar

Planos de saúde pressionam médicos para utilização de rede própria

Praticamente metade (49%) dos usuários percebem que os planos de saúde colocam restrições e obstáculos ao trabalho dos médicos, segundo a pesquisa do Instituto Datafolha, encomendada pela Associação Paulista de Medicina (APM), para avaliar o atendimento da saúde suplementar aos usuários do sistema no Estado de São Paulo.

A restrição mais citada é a influência para que os médicos escolham o hospital da rede própria do plano (28%), seguida por dificultar o encaminhamento do paciente para outras especialidades (20%). Ainda segundo os entrevistados, os planos pressionam os profissionais  para que utilizem materiais com qualidade inferior e menor custo (17%) e para que  façam uso de materiais cobertos pelo plano (16%). Além disso,  para os usuários, os planos de saúde dificultam o trabalho do médico visando a realização de procedimento em hospitais de menor porte (13%).   Na região metropolitana de São Paulo, a percepção sobre a interferência dos planos de saúde no trabalho do  médico é mais acentuada.

Para dois terços dos entrevistados, os planos dificultam a realização de procedimentos ou exames de maior custo e para 60%, os planos pagam valores muito baixos aos médicos para consultas ou procedimentos.

Ao falar sobre o plano de saúde que possuí atualmente, a maioria  (76%) concorda que são objeto de muitas reclamações nos órgãos de defesa do consumidor.  A maioria dos usuários também  não tem uma avaliação positiva dos planos de saúde em relação ao cumprimento das regras estabelecidas nos contratos.

Para conhecer o estudo na íntegra clique AQUI.

Clube da Coluna na Orthservice

Clube da Coluna
realização mensal: toda segunda quarta do mês as 19hs, de março a novembro
local: auditório da Orthoservice
público alvo: médicos das diversas especialidades com interesse científico no estudo da coluna vertebral
palestrantes: médicos das diversas especialidades com temas voltados ao diagnóstico e tratamento da coluna
formato: mesa redonda moderna

Apoio: Apm São José dos Campos