Arquivo mensal: julho 2012

Em São Paulo, Amil lidera ranking de reclamações contra planos de saúde

Em São Paulo, Amil lidera ranking de reclamações contra planos de saúde

Gemendo de dor por conta de uma grave infecção no olho direito, Rita Coutinho Nigro, 79, esperou quase cinco horas no PS do Hospital Cema, na zona leste, para fazer uma tomografia na última segunda-feira.

Procon e hospitais defendem regra de proporcionalidade
Com boom de clientes de planos de saúde, espera cresce em hospitais

Segundo Luiz Carlos Nigro, filho dela, o plano, Prevent Senior, havia negado o procedimento alegando que o contrato dava direito só à consulta no pronto-socorro, e não a exames complementares a ela.

A tomografia acabou sendo feita à revelia do plano, segundo o hospital. A Prevent Senior diz que não negou.
No dia seguinte, Sueli Gonçalves Jacob enfrentava drama parecido ao tentar a internação do irmão, Walter Jacob, doente terminal de câncer.

Cliente da Greenline, ele passou mal na segunda e a família tentou interná-lo. Mas, segundo Sueli, o plano disse que o contrato não previa ambulância e orientou a família a ligar para o Samu, que o transportou até um hospital mais próximo.

Doze horas depois, a família ainda esperava que o plano o transferisse para um hospital oncológico. A Greenline diz que não houve recusa.

Problemas com os contratos, como ocorreu com Rita e Walter, são os campeões em atendimentos no Procon-SP.
O órgão registrou, apenas no primeiro semestre de 2012, 6.120 atendimentos -entre dúvidas e reclamações- sobre planos de saúde. O número é maior do que os feitos no 2º semestre de 2009 (5.440) e no 1º semestre de 2010 (6.085).

O Procon-SP fez um ranking, exclusivo para a Folha, com as operadoras que receberam mais queixas neste ano. O Grupo Amil (que possui as operadoras Amil, Amico, Dix e Medial) lidera.

Ele aparece com quase o dobro do segundo colocado, a operadora Greenline.

Neste mês, o Procon convocou as duas empresas para firmar um plano de metas. A Greenline se comprometeu a reduzir as reclamações em 15%; já o Grupo Amil, em 5%.

Para o assessor chefe do Procon-SP, Renan Ferraciolli, quando a empresa assume um compromisso agressivo significa que ela “confia no seu serviço de atendimento ao consumidor”. “Por outro lado, compromissos pífios demonstram verdadeiro descaso.”

RESOLUÇÃO

Na média, as operadoras resolvem 77% das queixas que chegam ao Procon-SP.
Para o assessor do órgão, isso demonstra que, se as empresas tivessem um atendimento ao consumidor mais eficaz, a maioria das reclamações nem chegaria ao órgão.

“Em 99% dos casos, as reclamações chegam ao Procon-SP após exaustivas tentativas de resolução no serviço de atendimento. Quando o órgão cobra um resultado da empresa, as queixas são resolvidas.”

OUTRO LADO

Primeira colocada na lista do Procon-SP, a Amil afirma que tem a maior rede do país, que o levantamento do órgão é sobre o total de reclamações, independente do número de beneficiários, e que cumpre a legislação.

A Greenline diz que, no último ano, ampliou a rede em cerca de 60%, enquanto a alta nos beneficiários foi de 30%.

A Intermédica diz que até 2011 teve o menor número de queixas entre as cinco maiores. A Unimed Paulistana diz que atende a todas as reclamações. Já a Golden Cross, afirma que é bem avaliada pela ANS em tempo de atendimento.

A Bradesco diz que as queixas correspondem a um percentual mínimo em relação ao número de clientes e que cumpre os critérios da ANS.

A Prevent Senior afirma que a maioria dos casos é solucionada, e a SulAmérica diz que está abaixo da média de reclamações.

Todas as operadoras afirmam ter uma rede adequada e em constante ampliação. Itálica, Universal e Trasmontano não se pronunciaram.

Folha de S. Paulo

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Doze médicos sao candidatos a vereador em Sao José dos Campos

Fonte: Jornal oVale 31 de julho 2012

Candidatos
Ao todo, 462 candidatos disputam neste ano as 21 vagas de vereador em São José

Médicos
Pelo menos 12 deles são médicos, sendo sete do PMDB, três do PT, um do PSB, um DEM e um do PP

PMDB
Estão na disputa, os médicos José Coimbra, Sergio Rezende, Marino Salutti, Augusto Urena, Dilberto Tavares e Andrea Betti e Alvaro Machuca

PT
O PT aposta em três nomes: Carlota Valle, Pam Lung e Angela Guadagnin

Outros
O DEM lançou Denilson Ribeiro, o PSB, José Claudio Barbosa e o PP, Roniel de Faria

Resolução do Cremesp torna exame obrigatório

Exame do Cremesp
Resolução nº 239 torna obrigatória a avaliação para o registro profissional

A partir de 2012, para obter o registro profissional, egressos dos cursos de Medicina terão de apresentar declaração de realização do Exame do Cremesp. O registro não será condicionado ao resultado, mas à participação na prova. A Resolução Cremesp nº 239 vale para todos os formandos ainda não inscritos no Conselho.

A iniciativa de tornar obrigatória a participação em um exame de final de curso, realizado pelo próprio Cremesp, foi tomada em decorrência da queda acentuada na qualidade do ensino médico.

Exames opcionais realizados pelo Conselho nos últimos sete anos revelaram que quase metade dos graduandos saem das escolas despreparados, sem as mínimas condições de exercer a Medicina.

Os Conselhos de Medicina têm, por determinação legal, o papel de disciplinadores da prática médica, cabendo a eles “zelar e trabalhar pelo perfeito desempenho ético da Medicina e pelo prestígio e bom conceito da profissão e dos que a exercem legalmente”. Os CRMs são os únicos responsáveis pela emissão da habilitação que autoriza
o exercício da Medicina.

Também, segundo a legislação, os Conselhos Regionais de Medicina poderão exigir dos requerentes os documentos que sejam julgados necessários para a complementação da inscrição no CRM (Artigo 2º, parágrafo 3º, Decreto 44045/58, que regulamentou a Lei 3268/57, Lei dos Conselhos de Medicina).

Desde 2005, o Cremesp realiza uma prova opcional para os graduandos de escolas médicas paulistas. De caráter voluntário e sem interferência na inscrição junto ao Cremesp, o Exame se tornou uma proposta inovadora de avaliação externa do ensino médico, deixando transparente para a sociedade a atual precariedade do ensino médico no Estado.

Quase metade dos graduandos prestes a se iniciar no mercado de trabalho se revelou incapaz de exercer a profissão. Dos 4.821 estudantes que participaram do Exame do Cremesp entre 2005 e 2011, 46,7% foram reprovados. Na soma dos vários anos, pouco mais de 15% dos formandos fizeram o exame, número representativo, porém insuficiente, para uma avaliação mais aprofundada do universo dos graduandos.

O Exame obrigatório do Cremesp, desta forma, se estabelece como ferramenta fundamental de seu papel fiscalizador previsto por lei. Se não será impeditivo do exercício da profissão, o Exame tornará transparente as deficiências e os méritos dos cursos e de seus alunos.

A nova fase do Exame do Cremesp, obrigatório para a concessão de registro de médico, tem dois principais propósitos:

1) ampliar a base de participação no Exame (como a avaliação não era obrigatória, a distribuição dos participantes não representava todo o universo dos cursos);
2) fazer avançar o debate sobre a instituição, via Lei Federal, do
Exame Nacional de Habilitação, como requisito para o exercício legal da Medicina no Brasil.

A importância da relação médico-paciente

Quando nos reportarmos a um passado não muito distante, lembramo-nos de como era habitual a existência de uma relação muito forte entre o médico, o paciente e os seus familiares. Aquele médico da família, que acompanhava todos os seus integrantes ao longo da vida, não existe mais. Ou restam pouquíssimos. E, infelizmente, depois do avanço da tecnologia, alguns passaram a admitir que o computador e a ressonância magnética, por exemplo, desempenham papel mais importante do que a atuação do médico. Qual a necessidade de conversar com o paciente quando é possível colocá-lo dentro de uma máquina e enxergá-lo por dentro?

Não nos podemos esquecer de que a ressonância magnética não é capaz de indicar, por exemplo, as condições sociais e culturais do doente. Também não é capaz de diagnosticar tudo o que acontece com ele. Cito como exemplo casos de síndrome do pânico: o indivíduo geralmente reporta um quadro de doença instalada e profundo mal-estar, mas os exames não indicam nenhuma anormalidade. Nesse caso, o bom diagnóstico é feito somente pela anamnese e por meio da relação entre o médico e o paciente.

A tecnologia avançada, a despeito de todos os seus benefícios, acabou colaborando para o esfriamento dessa importante interação. E, por acreditar profundamente nisso, tenho, pessoalmente, procurado trazer à baila a discussão desse tema em congressos e campanhas no âmbito do associativismo e da academia.

A busca pela valorização do envolvimento entre o médico e o paciente trouxe também para a superfície o debate sobre a importância do humanismo na prática médica. Acima de qualquer atitude, o médico precisa focar menos na doença, na tomografia, na ressonância magnética e mais no doente, que é a razão da sua existência profissional. Nestes tempos de grande avanço econômico e tecnológico, nada substitui o tratamento humanizado e nada é mais importante do que a medicina à beira do leito.

A relação médico-paciente é uma interação que envolve confiança e responsabilidade.
Caracteriza-se pelos compromissos e deveres de ambos os atores, permeados pela sinceridade e pelo amor. Sem essa interação verdadeira não existe medicina. Trata-se de uma relação humana que, como qualquer outra do gênero, não está livre das complicações. Muitas vezes o indivíduo que está doente já procurou diversos profissionais que, em inúmeros casos, nem sequer olharam para o seu rosto. É uma das dificuldades que precisam ser enfrentadas no momento da abordagem inicial.

A medicina não é apenas ciência. É também arte. Frequentemente o paciente chega ao consultório do médico e não consegue dimensionar o quanto aquele momento é importante na sua vida. Sai do escritório correndo, muitas vezes esquece o que precisa dizer ao médico, chega nervoso porque precisa voltar ao trabalho. Isso é bastante comum, principalmente no Sistema Único de Saúde (SUS). Aí o problema se torna mais complicado ainda, porque cada consulta não passa de 15 minutos. Às vezes não há sequer cadeira para o doente se sentar.

Nossa obrigação, como médicos, é estabelecer uma interação com o paciente, não importam sua classe, sua cor ou seu credo. Esse profissional precisa estar pronto para enfrentar as adversidades, quando o paciente contesta. E este está exercendo o seu direito. Também há situações em que o doente chega acompanhado de uma terceira pessoa que adquire papel de intermediária e, por conseguinte, interfere na relação médico-paciente. Ainda em outro momento, o paciente chega visivelmente aborrecido, com as mãos geladas, nervoso, porque já aguarda na sala de espera há algum tempo. Com tantas dificuldades, como o médico faz para criar um ambiente agradável e propício para receber o doente e interagir com ele? Sem esse contato não é possível estabelecer um diálogo e desenvolver uma anamnese adequada.

Precisamos lembrar-nos de que 70% de todos os diagnósticos são advindos da anamnese.
Qual seria, então, a melhor maneira para permitir a fluidez dessa relação médico-paciente? No meu consultório, uma das estratégias é buscar aproximação por meio de temas do cotidiano, como o futebol. Conversas sobre a profissão também ajudam a relaxar o doente.

Após cerca de 15 minutos, ele está totalmente tranquilo, o que se percebe pela respiração mais lenta e pela mudança no semblante. Esse é o momento ideal para o início da anamnese.

O que é necessário é desarmar o paciente quando ele se encontra agressivo, cansado, com medo ou simplesmente descrente, por já ter procurado diversos outros profissionais que não souberam ouvi-lo e respeitá-lo.

É tempo de recuperar as nossas raízes, de resgatar o bom e velho médico e as suas principais qualidades, sem, é claro, abrir mão de toda a modernidade a que temos direito. O resgate da humanização, tão bem inserida naquele contexto de antigamente, deve pautar sempre a prática da medicina, com o principal objetivo de oferecer assistência digna e de qualidade à população.

Para ser médico é preciso gostar de gente. Saber que não existem doenças, e sim doentes. Exercer essa profissão é pôr em prática o amor ao próximo. O doente deve morrer de mãos dadas com o seu médico e este necessita de tranquilidade e de ferramentas ideais para um atendimento no qual possa oferecer o melhor do seu conhecimento, toda a sua atenção e, principalmente, todo o seu respeito. Ele precisa de tempo suficiente para conhecer o paciente, descobrir suas queixas, averiguar seu passado, seus anseios e suas angústias. E fazê-lo sair aliviado, com a perspectiva de ter seu problema solucionado.

Dar e receber assistência médica de qualidade e universal, mais do que um anseio, é um direito de todos.

Antonio Carlos Lopes é diretor da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), é Presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica

ARTIGO: A importância da relação médico-paciente
Fonte: O Estado de S.Paulo
Notícia publicada em: 17/07/2012
Autor: Antonio Carlos Lopes

ANS suspende a comercialização de planos de saúde de 37 operadoras de todo o país

ANS suspende a comercialização de planos de saúde de 37 operadoras de todo o país

Na tarde desta terça-feira, 10 de julho, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) suspendeu a comercialização de 268 modalidades de planos de saúde de 37 operadoras, pois estas descumpriram de forma reincidente a Resolução Normativa nº 259, que estabelece prazos máximos de atendimento para consultas, exames, internações e cirurgias.

Segundo Mauricio Ceschin, diretor-presidente da entidade, a suspensão vale a partir de sexta (13/07), para que os planos possam comunicar a decisão da agência a seus departamentos comerciais.

Ceschin explicou que a cada três meses a ANS fará uma avaliação destas operadoras, podendo revogar a suspensão se neste período o número de reclamações diminuir. “Mas, se continuarem as reclamações, a suspensão será mantida”, alertou.

Já Alexandre Padilha, ministro da Saúde, afirmou que se essas 37 operadoras de saúde quiserem continuar vendendo seus produtos, devem tratar com ética os usuários. “Elas administram mais de mil planos e os 268 que tiveram novas vendas proibidas, registraram reclamações reincidentes”, informou Padilha. “A suspensão da venda de novos planos é uma atitude pedagógica para essas operadoras e esses planos de saúde, que tiveram seis meses para se adequar às normas da Resolução 259, desde sua implantação”, disse o ministro da Saúde. Para ele, a venda de novos planos permitirá à operadora reorganizar a rede e melhorar seu produto.

A ANS informou que os planos de saúde afetados poderão ser multados em até R$ 250 mil caso insistam em ter novos beneficiários.

Entre as operadoras suspensas de comercializar seus planos, estão:

BENEPLAN PLANO DE SAÚDE LTDA
CASA DE SAÚDE SÃO BERNARDO S/A
GREEN LINE SISTEMA DE SAÚDE S.A
PREVENT SENIOR PRIVATE OPERADORA DE SAÚDE LTDA
SAÚDE MEDICOL S/A
SEISA SERVIÇOS INTEGRADOS DE SAÚDE LTDA
UNIMED PAULISTANA SOCIEDADE COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO
CENTRO TRANSMONTANO DE SÃO PAULO

Projeto da contratualização é aprovado por unanimidade

No dia 4 de julho, foi aprovado por unanimidade na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados o projeto de lei 6964/10, que torna obrigatória a inserção de índice de reajuste dos honorários médicos nos contratos com os planos de saúde e prevê, inclusive, que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) defina o percentual se não houver acordo entre os profissionais e as operadoras.

O relatório favorável construído pelo deputado Eleuses Paiva, ex-presidente da Associação Paulista de Medicina (APM) e da Associação Médica Brasileira, foi colocado em votação em tempo recorde. O deputado Marcos Pestana cumpriu o acordo firmado, no dia 20 de junho, em plenário da Comissão de Seguridade Social e Família e, em 30 de junho, o PL foi desapensado pelo deputado Bruno Araújo de outro que tinha chances mínimas de aprovação. Assim, foi superado o mal-entendido em torno desta apensação.

“O resultado foi ótimo para todos os envolvidos na saúde suplementar, especialmente os pacientes que precisam de atendimento de qualidade, para o qual é imprescindível o equilíbrio neste setor”, conclui Eleuses Paiva.


“Este projeto teve muitas forças contrárias em sua tramitação, por isso a passagem na Comissão de Seguridade Social e Família foi lenta, durando mais de dois anos. Em março, quando assumi a presidência da CSSF, substituímos o relator e chegamos a este avanço. Parabenizo todas as entidades médicas que participaram diretamente da militância em torno deste PL, que determina um direito básico do médico de ter uma relação digna de trabalho prevista em contrato. Fico satisfeito como presidente da Comissão, como médico e como cidadão. Ressalto também o apoio do deputado Marcos Pestana, que teve habilidade para nos ajudar a superar as dificuldades e poder votar o relatório do deputado Eleuses Paiva”, avalia o deputado médico Mandetta.

Conforme explica o assessor parlamentar das entidades médicas, Napoleão Puente de Salles, por também já ter sido aprovado no Senado e na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara, agora o projeto 6964 vai para a última Comissão, a de Constituição e Justiça e Cidadania. Dependendo da tramitação, pode seguir direto para a sanção presidencial ou ser votado em plenário.

Segundo o presidente da APM, Florisval Meinão, é mais uma vitória da classe no âmbito parlamentar. “Vamos continuar acompanhando de perto a tramitação da matéria e atentos às decisões dos deputados”, destaca.

Hospitais de ensino estão em situação precária.

Hospitais de ensino estão em situação precária. Nesse contexto, como serão abertas mais de 2.400 novas vagas?

Conforme matéria especial divulgada pelo programa Fantástico, da Rede Globo de Televisão, no dia 1º de julho de 2012 (veja aqui), diversos hospitais universitários funcionam  sem a mínima condição de prestar boa assistência, prejudicando estudantes de Medicina e pacientes. A situação é precária, sobretudo em hospitais de ensino ligados às universidades federais. Muitos cursos de Medicina sem hospital-escola próprio fazem convênios com hospitais públicos totalmente inadequados para atividades de ensino.

O  problema, agora também comprovado pelo Fantástico,  já vinha gerando grande repercussão desde o anúncio recente, feito pelo governo federal, de ampliação de 2.415 novas vagas em cursos de Medicina.

Segundo o presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), Renato Azevedo Júnior,  além  ignorar os reais motivos da ausência de médicos em diversos serviços e localidades, os ministérios da Educação e da Saúde  prestarão um desserviço à sociedade. “Mais vagas jogarão no mercado médicos sem qualificação, com a abertura de cursos em condições inadequadas, inexistência de corpo docente qualificado para atender à nova demanda de alunos, sem hospitais de ensino e insuficiência de vagas na Residência Médica”.  Confira aqui recente editorial do presidente do Cremesp sobre o tema.