Arquivo mensal: maio 2012

Estudo mostra que Ômega-3 não ajuda as pessoas e viver mais ou evitar doenças cardíacas.

Estudo publicado no JAMA mostra que não há evidências científicas que o Ômega-3 ajude as pessoas e viver mais ou evitar doenças cardíacas.

Conclusion Our meta-analysis showed insufficient evidence of a secondary preventive effect of omega-3 fatty acid supplements against overall cardiovascular events among patients with a history of cardiovascular disease.

Veja o estudo aqui

Kwak S, Myung S, Lee Y, Seo H, Korean Meta-analysis Study Group f. Efficacy of omega-3 fatty acid supplements (eicosapentaenoic acid and docosahexaenoic acid) in the secondary prevention of cardiovascular diseasea meta-analysis of randomized, double-blind, placebo-controlled trialsefficacy of omega-3 fatty acid supplements. Arch Intern Med. 2012;172(9):686-694.  doi:10.1001/archinternmed.2012.262.

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Médicos americanos ganham menos!

Estudo americano mostra que os médicos americanos estão ganhando menos. Algumas especialidades tiveram aumento no valor dos seus honorários, radiologistas e ortopedistas que fazem cirurgia estão no topo da lista com 315.000 dólares ao ano, seguidos de cardiologistas, ($314,000), anesthesiologistas ($309,000), e urologistas ($309,000). A maioria das outras especialidades teve diminuição dos seus ganhos anuais.

Veja o estudo

From the Medscape Physician Compensation Report: 2012 results. Total respondents: 24,216 US physicians across 25 specialty areas


Taxas de suicídios são maiores entre as médicas

Estudo conduzido pelo CREMESP mostra que a taxa de suicídios é maior entre as médicas, comparado com a população em geral:

Taxa de Mortalidade

Taxa de Mortalidade


As causas externas representam 8,2% do total de mortes entre homens, no período de 2000 a 2009, e 14,5% entre as mulheres. Dentro dessa categoria, acidentes automobilísticos (incluindo todo o tipo de automóveis e atropelamentos) contribuíram com quase 40% dos óbitos, em ambos os sexos.

A taxa de mortalidade bruta por causas externas foi de 18,6% por 10 mil médicos na década, sendo que as motivadas por suicídio representaram 3,5%. Porém, dentro da classe de mortes por causas externas, o suicídio contribuiu com cerca de 20% dos óbitos, enquanto as doenças alcoólicas do fígado levaram à morte 27 médicos em uma década (gráfico abaixo).

Tipo de morte por causas externas descritas como causa básica de morte de médicos no Estado de São Paulo entre os anos de 2000 a 2009, de acordo com o gênero. Dados apresentados em porcentagem das mortes por causas externas em cada gênero. *
Clique AQUI para acessar o estudo na íntegra.

Fonte: Estudo da mortalidade dos médicos no Estado de São Paulo: tendências de uma década (2000/2009) – Cremesp/Unifesp/2012

IN49 da ANS é um verdadeiro afago para nós médicos

Observação: Artigos assinados são de responsabilidade de seus autores.

A IN49 da ANS é um verdadeiro afago para nós médicos, renova a esperança e tira algumas pedrinhas do caminho, mas não o libera, ainda existem enormes rochas, desvios, crateras bloqueando nossa passagem até a conquista de honorários justos!
Acredito que para haver uma proteção eficaz dos honorários a ANS deveria estabelecer um índice mínimo de reajuste anual! Que tal o reajuste aplicado pelas operadoras em seus contratos de prestação de serviço? Já seria uma base inicial para a discussão!
Alguns podem até argumentar que assim as operadoras nunca estariam predispostas a dar nada além. É verdade, mas o que ganhamos significativamente até hoje? Nem mesmo a reposição da inflação é alcançada para a maioria de nós!
Na nossa relação individual com as operadoras somos a parte frágil, não temos como negociarmos índices e formas de reajuste, sempre pesando o receio do descredenciamento, que pode ocorrer unilateralmente, sem justificativa.
As cooperativas passam, ainda, por uma situação muito especial, somos sócios da empresa e, portanto, independente do honorário estabelecido, ela precisa dar lucro para não retirar o honorário recebido ali na frente, dividindo prejuízos!
Acenderam uma vela no fim do túnel!
Infelizmente tenho a certeza que este túnel é muito, mas muito longo mesmo e chegar ao seu fim dependerá muito da nossa união e a quebra de paradigmas enraizados na nossa cultura e nas nossas entidades!
Abraços,
Alexandre Muassab

Cooperativas deverão fixar em Assembléia Geral o valor dos honorários médicos

Resolução da ANS define que as cooperativas deverão fixar em Assembléia Geral o valor dos honorários médicos.
O artigo 6º da Instrução Normativa ANS/DIDES nº 49 que regulamenta critérios para reajuste salarial dos contratos de trabalho na saúde suplementar é claro:

Art. 6º No relacionamento entre cooperativas e cooperados, a deliberação da Assembléia Geral, de que trata a Lei nº 5.764, de 16 de dezembro de 1971, atende à alínea “c” do inciso VII do parágrafo único do artigo 2º das Resoluções Normativas – RN´S nº 42, de 4 de julho de 2003, nº 54, de 28 de novembro de 2003 e nº 71, de 17 de março de 2004.

Definição de Assembléia Geral não é decisão da Diretoria Executiva ou do Conselho de Administração. A maioria das Unimeds foge a este princípio e, em tese, poderão ser punidas pela ANS se não providenciarem este “detalhe”

Veja a íntegra da Resolução

CFM critica resolução da ANS

CFM critica medida, por não fixar periodicidade

A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) deu prazo de seis meses para que planos e seus prestadores de serviços -médicos, hospitais e laboratórios- adotem em contrato forma e periodicidade do reajuste nos pagamentos.

Apesar haver três resoluções, editadas em 2003 e 2004, nenhuma especificava critérios nem prazo.

A Instrução Normativa 49, publicada no “Diário Oficial“ da União ontem, estabeleceu opções, como o uso de índice conhecido (IPCA, por exemplo) ou uma fórmula de comum acordo.

“O objetivo é dar mais clareza aos contratos e detalhar como serão feitos os reajustes para evitar discussões“, informou a ANS, em nota.

No mês passado, prestadores de serviço fizeram protestos em algumas cidades pedindo aumento nos valores.

A agência explicou que não tem atribuição de fixar um percentual de reajuste, por isso a solução encontrada foi tentar tornar o contrato mais transparente possível.

A instrução também veta qualquer tipo de reajuste condicionado à sinistralidade da operadora, ou seja, a um eventual desequilíbrio técnico financeiro.

ELO MAIS FRACO

O CFM (Conselho Federal de Medicina) criticou a instrução, dizendo que ela não define periodicidade para o reajuste nem torna obrigatória a negociação coletiva e o prazo instituído é excessivamente longo.

“Dizem que o reajuste tem de ser acordado entre as partes. O que vai acontecer? A operadora escolhe a forma que quiser. O médico é o elo mais fraco“, diz Aloísio Tibiriçá, 2º vice-presidente do órgão.

Fonte: Folha de S.Paulo / DENISE LUNA e JOHANNA NUBLAT

Médicos obtêm vitória em disputa com planos

Norma baixada pela ANS atende demanda da categoria ao determinar que reajuste passará a ser regulado em contrato

O reajuste de médicos que trabalham para planos de saúde passará a ser regulado em contrato. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicou ontem uma instrução normativa com a determinação. Em abril, no mesmo dia de paralisação dos profissionais que atendem planos, representantes da categoria entregaram à ANS uma lista com reivindicações. Entre elas, a do reajuste previsto em contrato.

“Foi sem dúvida um avanço“, afirmou o diretor do Conselho Federal de Medicina, Aloísio Tibiriçá Miranda. Ele diz, no entanto, que a medida não é suficiente. “Ela corre o risco de frustrar a expectativa dos profissionais.“

A instrução normativa dá quatro opções para o reajuste: índices de conhecimento público, um porcentual pré-fixado, variação pecuniária ou uma fórmula de cálculo específica. A adoção de uma das quatro alternativas fica a critério de médicos e das operadoras.

Para o CFM, a melhor alternativa seria a de o reajuste ser feito por meio de acordo coletivo entre profissionais e operadoras. Eles reivindicam também que o contrato determine a periodicidade do reajuste. A instrução proíbe que reajuste seja condicionado à sinistralidade das operadoras. A adaptação às novas regras tem prazo de 180 dias.

Fonte: LÍGIA FORMENTI / BRASÍLIA – O Estado de S.Paulo