Arquivo mensal: janeiro 2012

Planos de saúde estão obrigados a oferecer mais de 60 novos procedimentos aos usuários

Planos de saúde estão obrigados a oferecer mais de 60 novos procedimentos aos usuários

Entrou em vigor,  em 1º de janeiro de 2012,  a Resolução Normativa nº 262, que atualiza o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde. Publicado no Diário Oficial da União, pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), em agosto de 2011, o rol determina que operadoras de planos de saúde ofereçam mais de 60 novos procedimentos médicos aos usuários de planos contratados após janeiro de 1999 ou adaptados à legislação. Entre os itens incluídos estão 41 cirurgias por vídeo, como refluxo gastroesofágico  e cirurgia bariátrica.  Os usuários da saúde suplementar  também passam  ter acesso  a mais  13 tipos de novos exames.

Rol de Procedimentos é a listagem mínima de consultas, cirurgias e exames que um plano de saúde deve oferecer aos seus usuários.  A ANS também disponibilizou um buscador que permite ao usuário consultar as novas coberturas em seu site (www.ans.gov.br).  Após informar o tipo de cobertura do plano, o interessado pode consultar se o procedimento que deseja fazer integra o rol de cobertura. Para facilitar a pesquisa, o buscador inclui a correspondência com a Terminologia Unificada da Saúde Suplementar (TUSS) e sinônimos de diversos procedimentos em linguagem leiga.

Veja lista de novos procedimentos:

Bloqueio anestésico de plexos nervosos (lombossacro, braquial, cervical) para tratamento de dor;
Angiotomografia coronariana (com diretriz de utilização);
Esofagorrafia torácica por videotoracoscopia;
Reintervenção sobre a transição esôfago gástrica por videolaparoscopia;
Tratamento cirúrgico do megaesofago por videolaparoscopia;
Gastrectomia com ou sem vagotomia/ com ou sem linfadenectomia por videolaparoscopia;
Vagotomia superseletiva ou vagotomia gástrica proximal por videolaparoscopia;
Linfadenectomia pélvica laparoscópica;
Linfadenectomia retroperitoneal laparoscópica;
Marsupialização laparoscópica de linfocele;
Cirurgia de abaixamento por videolaparoscopia;
Colectomia com íleo-reto-anastomose por videolaparoscopia;
Entero-anastomose por videolaparoscopia;
Proctocolectomia por videolaparoscopia;
Retossigmoidectomia abdominal por videolaparoscopia;
Abscesso hepático – drenagem cirúrgica por videolaparoscopia;
Colecistectomia com fístula biliodigestiva por videolaparoscopia;
Colédoco ou hepático-jejunostomia por videolaparoscopia;
Colédoco-duodenostomia por videolaparoscopia;
Desconexão ázigos – portal com esplenectomia por videolaparoscopia;
Enucleação de tumores pancreáticos por videolaparoscopia;
Pseudocisto pâncreas – drenagem por videolaparoscopia;
Esplenectomia por videolaparoscopia;
Herniorrafia com ou sem ressecção intestinal por videolaparoscopia;
Amputação abdômino-perineal do reto por videolaparoscopia;
Colectomia com ou sem colostomia por videolaparoscopia;
Colectomia com ileostomia por videolaparoscopia;
Distorção de volvo por videolaparoscopia;
Divertículo de meckel-exérese por videolaparoscopia;
Enterectomia por videolaparoscopia;
Esvaziamento pélvico por videolaparoscopia;
Fixação do reto por videolaparoscopia;
Proctocolectomia com reservatório ileal por videolaparoscopia;
Cisto mesentérico – tratamento por videolaparoscopia;
Dosagem quantitativa de ácidos graxos de cadeia muito longa para o diagnóstico de erros inatos do metabolismo (EIM);
Marcação pré-cirúrgica por estereotaxia, orientada por ressonância magnética;
Coloboma – correção cirúrgica (com diretriz de utilização);
Tratamento ocular quimioterápico com antiangiogênico (com diretriz de utilização);
Tomografia de coerência óptica (com diretriz de utilização);
Potencial evocado auditivo de estado estável – peaee (stead state);
Imperfuração coanal – correção cirurgica intranasal por videoendoscopia;
Adenoidectomia por videoendoscopia;
Epistaxe – cauterização da artéria esfenopalatina com ou sem microscopia por videoendoscopia;  Avaliação endoscópica da deglutição (FEES);
Ácido metilmalônico, pesquisa e/ou dosagem;
Aminoácido no líquido cefaloraquidiano;
Proteína s livre, dosagem;
Citomegalovírus após transplante de rim ou de medula óssea por reação de cadeia de polimerase (PCR) – pesquisa quantitativa;
Vírus epstein barr após transplante de rim por reação de cadeia de polimerase (PCR) – pesquisa quantitativa;
Determinação dos volumes pulmonares por pletismografia ou por diluição de gases;
Radioterapia conformada tridimensional – para sistema nervoso central (SNC) e mama;
Emasculação para tratamento oncológico ou fasceíte necrotizante;
Prostatavesiculectomia radical laparoscópica;
Reimplante ureterointestinal laparoscópico;
Reimplante ureterovesical laparoscópico;
Implante de anel intraestromal (com diretriz de utilização);
Refluxo gastroesofágico – tratamento cirúrgico por videolaparoscopia;
Terapia imunobiológica endovenosa para tratamento de artrite reumatóide, artrite psoriática, doença de crohn e espondilite anquilosante (com diretriz de utilização);
Oxigenoterapia hiperbárica: adequação da diretriz de utilização (DUT) para inclusão da cobertura ao tratamento do pé diabético;
Análise molecular de DNA: adequação da diretriz de utilização (DUT) para cobertura da análise dos genes EGFR, K-RAS e HER-2;
Implante coclear: adequação da diretriz de utilização (DUT) para incluir o implante bilateral;
Pet-scan oncológico:adequação da diretriz de utilização (DUT) para pacientes portadores de câncer colo-retal com metástase hepática potencialmente ressecável;
Colocação de banda gástrica por videolaparoscopia: adequação da diretriz de utilização (DUT) para colocação de banda gástrica do tipo ajustável e por via laparoscópica;
Gastroplastia (cirurgia bariátrica): adequação da diretriz de utilização (DUT) para incluir a colocação por videolaparoscopia
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Fonte:Agência Nacional de Saúde

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Livro de médico sugere que pesquisa médica é falha

O vaivém das pesquisas médicas irrita muita gente. Um dia, é proibido comer ovo. No outro, ovo faz bem. Mas os problemas inerentes ao uso dos estudos estatísticos na medicina vão muito além disso.
Remédios um dia vistos como uma evolução são tirados do mercado depois que os pacientes começam a sofrer efeitos colaterais graves. Foi o caso do anti-inflamatório rofecoxibe, o Vioxx, vetado após causar mortes. Como é que as pesquisas realizadas para aprovar a venda da droga não captaram esse efeito?
É esse tipo de pergunta que o médico reumatologista Marcelo Derbli Schafranski, 36, tenta responder no livro “Medicina – Fragilidades de um Modelo Ainda Imperfeito” (Ed. Schoba, R$ 50).
Ele falou à Folha, por telefone, de Ponta Grossa (PR).