Arquivo mensal: janeiro 2012

Médicos temem exagero na psiquiatria

Médicos temem exagero na psiquiatria

Especialistas alegam que alterações nas definições de doenças mentais levariam à prescrição de drogas a gente saudável

30 de janeiro de 2012 |

NOVA YORK – O Estado de S.Paulo
Um esforço que promete ampliar as definições de doenças mentais está provocando revolta entre profissionais de saúde nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha. Um painel organizado pela Associação Psiquiátrica Americana propõe mudanças para o guia da indústria farmacêutica para doenças mentais, que determina como os pacientes são diagnosticados e tratados, e se as seguradoras devem arcar com os custos.

A nova edição do Manual de Diagnóstico e Estatística das Doenças Mentais deve ser publicado no próximo ano. O rascunho já causa alvoroço entre médicos preocupados com o possível aumento no número de pacientes que deverão ser tratados com medicamentos.

O novo guia deixaria menos rigorosos os critérios de diagnóstico para certas doenças já previstas no manual em vigor e qualificaria como doenças comportamentos considerados normais até agora, como ter acessos de raiva mais de três vezes por semana ou falta de libido.

“As mudanças podem disseminar tratamentos desnecessários e perigosos para pessoas saudáveis”, alerta Allen Frances, psiquiatra que ajudou a definir as linhas de conduta atuais.

“Frustrações cotidianas, sofrimentos e excentricidades estão sendo redefinidas como doenças psiquiátricas e isso pode levar a terapias medicamentosas”, afirma Frances, professor emérito da Universidade Duke que vive em San Diego, na Califórnia. “Isso é uma expansão nas fronteiras da psiquiatria.”

Ele teme que a pressão da indústria farmacêutica para difundir ainda mais o uso de remédios e algumas atrações televisivas que descrevem supostas doenças psiquiátricas possam produzir “uma epidemia”.

Darrel Regir, diretor de pesquisa do grupo que está revisando o guia, afirma que seus críticos partem de uma perspectiva errônea: a crença de que “aconselhamento” é sempre melhor que tratamento farmacológico ou de que “não existem doenças psiquiátricas, que só servem para estigmatizar as pessoas”.

Críticas. Uma carta divulgada em outubro pela Associação Americana de Psicologia e assinada por 10,8 mil pessoas, incluindo psicólogos, psiquiatras e ativistas, critica a revisão do manual. A Associação Britânica de Psicologia escreveu documento semelhante em junho.

A mudança dos critérios para diagnóstico do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), uma doença que dificulta o controle sobre o foco e o comportamento, mereceu críticas dos especialistas.

No manual em vigor, o diagnóstico de TDAH exige a identificação de, pelo menos, seis sintomas nos adultos, sendo que alguns já deveriam ter se manifestado antes dos 7 anos. Na nova versão seriam necessários apenas quatro sintomas, sem a exigência do seu diagnóstico prévio na infância.

“As definições para as doenças mentais estão se tornando muit0 porosas, estão perdendo sentido”, afirma Frances. “Você trata excessivamente pessoas saudáveis e tira recursos de quem realmente precisa.”

O novo manual também define uma doença chamada Transtorno do Interesse e Excitação Sexual Feminino. A proposta define a doença como falta ou redução do interesse em sexo e fantasias eróticas, normalmente ligada ao estresse.

O Transtorno de Desregulação do Humor Problemático, outra novidade, é caracterizado como explosões temperamentais que ocorrem mais de três vezes por semana, sem proporção com os fatos que as motivaram. “Não há nenhuma evidência científica de que o tratamento desses problemas menores trará algum tipo de melhora nos mais sérios”, diz a psicóloga Donna Rockwell.

Um em cada cinco americanos experimentaram algum tipo de problema mental no ano passado, de acordo com um relatório governamental. De acordo com o NIH, órgão público de pesquisa em saúde, nos Estados Unidos, os custos na área psiquiátrica cresceram 63% entre 1996 e 2006, alcançando o custo de US$ 57,5 bilhões (cerca de R$ 100 bilhões). / AP

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Luz e sombra nos Espaços Culturais

Luz e sombra nos Espaços Culturais.

Fundação Cultural Cassiano Ricardo (FCCR) recebe nos dias 27 e 28 de janeiro, duas apresentações da peça teatral “Anjo de Papel”, da Cia. Fios de Sombra, com direito a oficina teórico-prática sobre sombras e transparências, realizada pela própria companhia de teatro.

No dia 27, às 20h, a apresentação do espetáculo será no Espaço Cultural Cine Santana. Já no dia 28, às 14h, no Espaço Mário Covas, será realizada a oficina “Entre sombras e transparências“, onde também, às 20h, o grupo apresenta novamente o espetáculo “Anjo de Papel”.

Para a apresentação dessa peça, a Cia. Fios de Sombra se utiliza da técnica milenar que utiliza basicamente uma fonte de luz e uma superfície, onde se projetam as sombras que encenam a história.

A entrada para assistir as apresentações é gratuita, porém para participar da oficina é necessário chegar ao local com antecedência.

O espetáculo tem apoio da FCCR e faz parte do Proac – Programa de Ação Cultural, da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, que visa realizar apresentações por cidades do estado de São Paulo, com o objetivo de promover o teatro de animação e contribuir com a formação de plateia.

Sinopse: a peça Anjo de Papel conta a história de Clara, uma mulher idosa que nada tem além de uma tesoura de metal, que encontrou jogada. Todos os dias ela vagueia por um mundo de papel amontoado, procurando retalhos para dar forma aos seus sonhos. Em um desses passeios, encontra um anjo de papel caído e decide cuidar dele. Assim, entre cuidados e insônias nasce uma amizade, que mudará seus destinos para sempre.

A oficina:
Ministrada por Rafael Curci, Lucas Rodrigues e Paloma Barreto, “Entre Sombras e Transparências”, ensina a técnica milenar utilizada na encenação da peça. Mediante a construção e animação das silhuetas dos personagens, os participantes poderão explorar as infinitas possibilidades da técnica que utiliza uma fonte de luz e uma superfície onde se projetam as sombras, além de explorar os distintos materiais, suas inúmeras movimentações e articulações, as várias fontes de luz e também criação de histórias.

Serviço:
Espaço Cultural Cine Santana – Avenida Rui Barbosa, 2005, Santana. Espaço Mário Covas – Praça Afonso Pena, 29 – Centro. Informações: (12) 3924-7317.

Assessoria de Comunicação
Fundação Cultural Cassiano Ricardo

Operadoras de Planos de Saúde crescem 16,2% em 2011

Em recente entrevista ao portal SaúdeWeb, o presidente da FenaSaúde divulgou crescimento de 16,2% das 15 maiores operadoras de planos de saúde brasileiras na comparação entre 2011 e 2010. Questionado sobre os avanços e desafios do setor, Marcio Coriolano sequer cita a relação entre médicos e empresas. Enquanto isso, a remuneração dos profissionais de medicina continua acumulando defasagem histórica, especialmente no que diz respeito aos procedimentos. Confira, a seguir, a entrevista na íntegra.

Ao fazer o balanço de 2011, o presidente da FenaSaúde, Marcio Coriolano, classifica o ano como espetacular para o setor de saúde suplementar, estimando o faturamento em R$ 89 bilhões, alta de 12,5%. “O setor foi muito beneficiado pelo aumento de empregos com carteira assinada. Paralelamente ao crescimento, estamos conseguindo mudanças regulatórias importantes para dar sustentabilidade ao avanço do setor˜, diz. Para 2012, controlar a inflação nos custos de saúde é o maior desafio.

Qual o balanço da FenaSaúde de 2011?
As operadoras da FenaSaúde apresentaram um crescimento bastante significativo ao longo de 2011. Dados da ANS mostram que, até o terceiro trimestre de 2011, as receitas das operadoras da FenaSaúde cresceram 16,2% em comparação com o mesmo período de 2010.

Em termos de receita, quais os números?
Até o terceiro trimestre, as receitas das empresas da FenaSaúde alcançaram R$ 23,6 bilhões, enquanto o mercado de saúde suplementar atingiu R$ 61,1 bilhões neste mesmo período. A Fenasaúde alcançou, portanto, 40,5% de market share no período. Cabe registrar que o crescimento médio anual das receitas registrado de 2002 a 2010 do segmento médico-hospitalar foi de 14,3%. Em 2010, o mercado de saúde suplementar cresceu 13,4%.

Em 2009, período de redução do crescimento da economia, o setor de sauìde suplementar cresceu 8,8%. E em número de beneficiários?
O número de beneficiários de planos médicos atingiu em junho de 2011 a marca de 46,6 milhões, uma taxa de penetração de 24,2%.

E o odontológico, repetiu em 2011 o bom desempenho de 2010?
No mesmo período, o crescimento das receitas do segmento odontológico foi de 18,9%, e o número de beneficiários chegou a 15,6 milhões, uma taxa de penetração de 8%.

Quais foram os principais desafios e conquistas do segmento de saúde suplementar em 2011?
Este foi o ano em que grande parte da agenda regulatória apresentada pela ANS em 2010 foi implementada em atos normativos diversos após serem objeto de consultas públicas e câmaras técnicas. Os nove eixos de regulação da ANS tiveram sua regulamentação iniciada e as operadoras precisaram se preparar para os impactos em seus modelos de negócios em 2011 mas cujos efeitos devem permanecer em 2012.

O que são esses nove eixos?
Um novo modelo de financiamento, assistência ao idoso, interação com o SUS, garantia de acesso e qualidade assistencial, modelo de pagamento aos prestadores, assistência farmacêutica, acesso à informações.

Quais mudanças o senhor citaria?
Em 2011, foi atualizado o rol de procedimentos obrigatórios a serem cobertos pelas operadoras. Nesta atualização, foram incluídos 60 novos procedimentos, que vigem a partir de janeiro de 2012. Também em 2011 foram ampliadas as regras para portabilidade de carência, definidos prazos máximos para atendimento por parte das operadoras, definidas novas regras para a migração e a adaptação de contratos, e, mais recentemente, regulamentados os artigos 30 e 31 da Lei 9.656/1998, que estipulam os direitos de aposentados e demitidos na sauìde suplementar.

Tais mudanças ajudaram a melhorar a imagem do setor, não acha?
Realmente tivemos uma melhoria da pontuação das operadoras no índice de desempenho em saúde suplementar, índice este calculado e divulgado pela ANS, além do crescimento do número de beneficiários que contribui de forma fundamental para a maior diluição dos riscos. Por fim, uma conquista importante do setor foi a norma recentemente editada que flexibiliza exigências diversas para as pequenas e médias operadoras.

E os desafios?
O grande desafio nos mercados de saúde suplementar, tanto nacional quanto internacional, continua sendo a questão do financiamento da atividade que possui custos crescentes em todo o mundo em razão da incorporação acrítica de tecnologias e o aumento da demanda por servic¸os de saúde. Cada vez mais a solução passa pelo incentivo para que os beneficiários adotem hábitos saudáveis e as operadoras passam a ter um papel cada vez mais importante para estimular a mudanc¸a de hábitos mediante programas de promoção à saúde e prevenção de doenças. O envelhecimento populacional já demonstra impactos relevantes para o financiamento dos sistemas de saúde no mundo e no Brasil não é diferente. O equacionamento desses desafios passa necessariamente pela maior responsabilização do individuo pela sua saúde.

Qual será o impacto da atual crise financeira na Europa nas empresas do segmento?
Caso a crise se intensifique em 2012, certamente trará impactos negativos para a economia brasileira, tendo em vista que o setor é pró-cíclico, elástico a emprego e renda. Por outro lado, em 2012 a economia deve começar desaquecida, mas aos poucos deve retomar o ritmo de crescimento em razão dos recentes incentivos governamentais e da queda dos juros.

A Fenasaúde está muito animada com as pequenas e medias empresas, não?
O setor de serviços permanece dinâmico e alimenta a demanda das pequenas e médias empresas pelo benefício saúde, que tem aumentado, inclusive na esteira das classes D e E. A mobilidade social vivenciada nos últimos anos no Brasil traz otimismo para o setor. Lembramos que mais de 7,5 milhões de familias ingressaram na classe C, entre 2003 e 2009. Nas classes C, D e E são 43 milhões de famílias que abrigam mais de 130 milhões de brasileiros. Adicionalmente, ressalta-se que o potencial de consumo das classes C, D e E é de cerca de mais de R$ 260 bilhões e a posse de bens duraìveis, como máquina de lavar, fogão, TV e telefone, cresceu sete pontos percentuais nos últimos anos.

Quais são as perspectivas para 2012?
Assim como em 2011, as perspectivas continuam sendo bastante positivas para o mercado de planos de saúde empresariais para pequenas e médias empresas, assim como o dos planos odontoloìgicos, que crescem a uma taxa meìdia de 20% em termos de beneficiaìrios ao ano haì dez anos. Ambos os produtos, Saúde e Dental, permanecerão na pauta de benefícios das empresas ao tempo em que produtos para pequenas e meìdias empresas devem continuar a crescer na esteira do setor de serviços. Outro mercado que deve crescer é o seguro saúde por adesão de associações de caráter profissional.

Quais as principais metas da Federação para o desenvolvimento do segmento em 2012?
A FenaSaúde continuará defendendo a estabilidade da regulação, a segurança jurídica, a liberdade de mercado, a qualificação de suas operadoras associadas e a busca pela melhoria constante da qualidade dos serviços prestados na saúde suplementar. A FenaSaúde intensificará seu trabalho pela disseminação de informações relevantes para os formadores de opinião, mostrando com base objetiva os benefícios produzidos pela saúde suplementar no Brasil. Adicionalmente, as empresas associadas à FenaSaúde buscarão expandir seus programas de prevenção e promoção, discutir com a sociedade uma melhor equac¸ão para autorizac¸ão de reajustes dos planos individuais, alem de buscar viabilizar o produto VGBL Saúde.

Diretrizes para Próteses Mamárias

PRÓTESES MAMÁRIAS
Diretrizes orientam assistência no SUS e por planos de saúde

Representantes do governo e de sociedades médicas definem critérios técnicos para acompanhamento e indicação de substituição cirúrgica a portadores de próteses de silicone das marcas PIP e Rofil

Todos os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo os da Saúde Suplementar, que possuírem implante mamário de silicone das marcas PIP ou Rofil e que apresentarem sinal ou confirmação de ruptura da (s) prótese (s) deverão ser acolhidos pela rede de assistência pública ou conveniada ao SUS como também pela saúde suplementar para o diagnóstico da situação do implante e das condições de saúde dos pacientes.

Nesta quarta-feira (18), representantes do governo e de sociedades médicas definiram as diretrizes técnicas que vão orientar o atendimento integral (acompanhamento e indicação de substituição cirúrgica) a pacientes com ou sem sintomas de problemas decorrentes do uso de próteses destas duas marcas.

Participaram da reunião técnica representantes do governo federal – Ministério da Saúde, Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) –, as sociedades brasileiras de Mastologia e de Cirurgia Plástica. Os principais critérios definidos conjuntamente hoje foram:

ACOLHIMENTO / CONSULTAS

· Pacientes portadores de implantes mamários cuja fabricante é por eles desconhecida ou que não possuírem mais o cartão que identifica a prótese utilizada deverão procurar o médico que os operou para as devidas informações. Na impossibilidade de localização do profissional que realizou a cirurgia, o paciente deverá dirigir-se ao hospital onde foi realizado o procedimento e solicitar às informações que constam do prontuário médico (disponível aos pacientes por até 20 anos).

· Uma vez identificada a procedência da prótese – e se estas forem das marcas PIP ou ROFIL – o paciente deverá procurar o estabelecimento público de saúde ou a rede de saúde suplementar onde o implante foi realizado.

EXAMES

· Os pacientes com ou sem sintomas de ruptura da (s) prótese (s) deverão ser avaliados pelo médico por meio de exame físico. O médico também deverá recomendar a realização de exames de imagem – preferencialmente, ultrassonografia – para a confirmação ou não de rompimento e/ou extravasamento do conteúdo da prótese e possíveis repercussões à saúde do paciente.

· As rupturas podem ser detectadas pela ultrassonografia das mamas. A ressonância magnética é outro método diagnóstico por imagem que deverá ser utilizado conforme critérios estabelecidos na diretriz.

CIRURGIA / TROCA DE PRÓTESES

· Cada caso deverá ser analisado pelo médico e sob o ponto de vista da saúde do paciente, em consonância com as diretrizes definidas hoje.

· No SUS, as cirurgias de reparação/reconstrução mamária são realizadas por serviços de saúde de média ou alta complexidade.

· Todos os pacientes sintomáticos ou os assintomáticos com alteração de exame físico e que tenham antecedente de câncer de mama deverão ser submetidos à troca das próteses (das marcas PIP ou Rofil) em cirurgia reparadora da (s) mama (s).

· Nos demais casos – ou seja, pacientes sem diagnóstico ou histórico de câncer de mama – os resultados dos exames físicos e de imagem é que indicarão a necessidade ou não de troca dos implantes. Se confirmada a ruptura da (s) próteses (s) pelo exame de imagem, o paciente deverá ser submetido à cirurgia reparadora para a troca dos implantes mamários.

· O procedimento de troca dos implantes mamários na rede pública deverá ser realizado, em princípio, pelo serviço de referência onde o procedimento inicial ocorreu. Em caráter excepcional, os pacientes que estiverem distantes do médico ou do estabelecimento que realizaram o implante poderão procurar um serviço de saúde ou um Centro de Especialidades do SUS mais próximo para avaliação e o devido encaminhamento à unidade que realizou o procedimento cirúrgico inicial. Na saúde suplementar, as operadoras de planos de saúde indicarão os serviços da rede credenciada, cooperada ou referenciada.

ACOMPANHAMENTO

· Os pacientes que não forem submetidos à cirurgia reparadora para a troca do implante devem ser acompanhados e reavaliados após três meses.

· No caso de realização de cirurgia reparadora/reconstrutiva das mamas, os pacientes deverão ser acompanhados.

· Após a alta hospitalar, os pacientes deverão continuar o acompanhamento e o respectivo tratamento, se for o caso.

ORIENTAÇÕES GERAIS

· Nos procedimentos de retirada das próteses devem ser observadas as determinações da Anvisa quanto a notificações e disposição das próteses explantadas (retiradas).

· As diretrizes estarão sujeitas a alterações de acordo com nota técnica da Anvisa ou novas evidências.

Brasília, 18 de janeiro de 2012

Ministério da Saúde

Descontos em Consultas são proibidos

Cartões de desconto
Entidades médicas alertam sobre sites e empresas de intermediação de descontos em consultas médicas

AOS MÉDICOS E À POPULAÇÃO

Esclarecimento sobre sites e empresas que oferecem desconto em consultas médicas

As entidades médicas de São Paulo vêm a público denunciar a prática da intermediação de descontos em consultas médicas, conforme serviços comercializados por sites na Internet e por empresas diversas, inclusive farmácias e funerárias.

Cresceu nos últimos meses a divulgação de sites que mantém relação de médicos e prestadores de serviços na área de saúde e oferecem, aos seus associados ou clientes cadastrados, descontos em consultas, mediante guias, cartões de desconto, cartões pré-pagos e outras modalidades.

O Código de Ética Médica (Art.72) proibe o médico de estabelecer vínculo com empresas que anunciam ou comercializam os chamados “cartões de desconto.”

A Resolução nº 151 do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo – Cremesp, considera infração ética a vinculação de médicos a tais descontos.

Da mesma forma, o Conselho Federal de Medicina já havia proibido a vinculação de médicos à oferta de descontos, seja na condição de prestadores, proprietários, sócios, dirigentes ou consultores, conforme a Resolução CFM n.º 1649/2002.

Diante disso, alertamos que os médicos não devem se associar à prática, considerada infração ético-profissional.

As entidades médicas condenam o exercício da Medicina como comércio e a concorrência desleal entre médicos, ao mesmo tempo em que alertam a população: o sistema de descontos em consulta não apresenta garantias assistenciais mínimas, não se responsabiliza pela integralidade da saúde do paciente, que ficará vulnerável diante de situações que exigem outros encaminhamentos médicos, exames e procedimentos.

São Paulo, 18 de janeiro de 2012

Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo
Associação Paulista de Medicina
Sindicato dos Médicos de São Paulo

Força Nacional do SUS abre cadastro para voluntários

Interessados poderão ser convocados pelo Ministério da Saúde para atuar em situações emergenciais, que envolvam, por exemplo, desastres naturais e calamidades públicas
O Ministério da Saúde abriu o cadastro para voluntários que queiram se inscrever na Força Nacional do SUS. Os interessados devem preencher a ficha eletrônica de inscrição (clique aqui). O banco de voluntários será organizado pelo Ministério da Saúde, que poderá acionar os profissionais, conforme cada situação de emergência.
Podem se cadastrar profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) – médicos intervencionistas, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem e condutores de veículos de urgência; profissionais de saúde dos hospitais universitários, dos institutos nacionais e da rede assistencial hospitalar federal, estadual e municipal.
“Essa oportunidade (de participar da Força) é única no sentido de fazer um trabalho, de maneira organizada e estruturada, que vai ajudar as pessoas e comunidades envolvidas em situações adversas de grande porte”, salienta o coordenador de Urgência e Emergência do Ministério da Saúde, Paulo de Tarso.
A Força Nacional do SUS foi criada em 2011 para agir no atendimento a vítimas de desastres naturais, calamidades públicas ou situações de risco epidemiológico (surtos de leptospirose após enchentes, por exemplo) que exijam uma resposta rápida e coordenada, apoio logístico e equipamentos adequados de saúde.
TREINAMENTO – Os candidatos que integrarem as equipes passarão por atividades de capacitação e processo de educação permanente obedecendo aos critérios definidos ministério.
Saiba mais
Força Nacional atenderá vítimas de desastres
Saiba mais sobre enchentes
Por: Zeca Moreira, da Agência Saúde – ASCOM/MS

Estudo confirma que remédio para diabetes leva à perda de peso

Uma revisão de estudos publicada no periódico “British Medical Journal” confirma a eficácia do remédio Victoza (liraglutida) para a perda de peso. A droga é indicada para o tratamento de diabetes.

O benefício foi observado em pacientes acima do peso ou obesos. A perda de peso média foi de 3 kg em 20 semanas. O medicamento também provocou a redução da pressão arterial e dos níveis de colesterol

Leia a notícia completa na Folha de São Paulo