Arquivo mensal: novembro 2011

São José dos Campos encerra edição de 2011 do Curso de Emergências Médicas

São José dos Campos encerra edição de 2011 do Curso de Emergências Médicas
A Associação Paulista de Medicina (APM) – Regional São José dos Campos sediou, nos dias 5 e 6 de novembro, a última edição de 2011 do curso de Emergências Médicas, promovido pela APM Estadual em parceria com a Associação Médica Brasileira (AMB) e com a Secretaria Estadual de Saúde.

O curso, gratuito, teve a presença de cerca de 30 médicos da região, de diversas especialidades e diferentes faixas etárias. Composta por um módulo online (www.universidademanole.com.br/amb) e por aulas presenciais e práticas sobre sistemas de urgência, vias aéreas, avaliação inicial do politraumatizado, choque, trauma e ventilação mecânica, o objetivo da capacitação é atualizar os médicos e formar instrutores para replicar o treinamento.

Segundo o presidente da APM São José dos Campos, Sérgio dos Passos Ramos, a qualidade e a metodologia do curso foram elogiadas por todos os participantes. “O médico trabalha muito e ganha pouco. Se fosse fazer uma reciclagem, gastaria um dinheiro razoável. Por isso, a educação médica continuada adquire um papel ainda mais importante para as sociedades médicas”, comenta Ramos.

Leia mais

Anúncios

Urgente Oportunidade de Emprego para Médico

OPORTUNIDADE DE EMPREGO

VAGA NOVA PARA MÉDICO DO TRABALHO EM AMBULATÓRIO DE EMPRESA MULTINACIONAL EM SJCAMPOS

LOCAL: Ambulatório Médico de Empresa da cidade de São José dos Campos
CARGA HORÁRIA: 30h/semanais, acima disto em regime de hora-extra 100%
HORÁRIO:disponibilidade para período das 08h às 14h (01vaga) e 15h às 21h (01 vaga) de 2ª à 6ª feira.
FUNÇÃO/FORMAÇÃO:Médico do Trabalho (duas vagas)
EXPERIÊNCIA
•Inscrição no Conselho Regional de Medicina–CRM, com anuidade em dia.
•Certidão negativa do Conselho de Classe como ativo.
•Especialização em Medicina do Trabalho
•Desejável 01 ano de Experiência em Pronto Socorro e/ou UTI.
•Conhecimento básico em informática (Windows, Excel, Word, ).
CONTRATO:Temporário até 30/Abril/2012 –CLT
INÍCIO IMEDIATO : 01/12/2011

Interessados entrar em contato com EnfªFabiana pelo fone: (12) 3797.8653 / 7812.4100 ou Vanessa pelo fone: (12) 3797.8660

E-mail: empresarial.adm@policlin.com.br

MEC distorce informação e autoriza 220 vagas em três novos cursos de Medicina em São Paulo

Cremesp denuncia

MEC distorce informação e autoriza 220 vagas em três novos cursos de Medicina em São Paulo

Em Sessão Plenária do dia 22 de novembro, o Cremesp aprovou  nota pública de repúdio à decisão do Ministério da Educação de abertura de 220 novas vagas em cursos de  de medicina de São Paulo. Leia a  nota do Cremesp

O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) vem a público repudiar a manobra do Ministério da Educação na abertura de três novos cursos de Medicina no Estado de São Paulo.

O MEC distorceu a informação, ao fazer divulgar que irá suspender provisoriamente 33 vagas em um curso mal avaliado de São Paulo, ao mesmo tempo em que autorizou a abertura definitiva de outras 220 vagas em três novas escolas.

Em novembro de 2009, parecer da Secretaria de Educação Superior do MEC, publicado no Diário Oficial da União, indeferiu o pedido de autorização de um novo curso em São Paulo, que também recebeu parecer desfavorável do Conselho Nacional de Saúde, diante da ausência de necessidade social e do excesso de escolas médicas no estado. Dois anos depois, inexplicavelmente, a mesma escola é agora aprovada.

Com isso, em 2012, estarão em atividade em São Paulo, 34 cursos de Medicina que oferecerão mais de 3.000 vagas por ano.  Em dez anos de 2002 a 2011 foram autorizadas 900 vagas em onze novos cursos. São Paulo já conta com 2,6 médicos por 1.000 habitantes, uma das maiores concentrações do mundo.

Muitos dos cursos são altamente lucrativos – cobram até R$ 5.400,00 a mensalidade -, não têm sequer hospital-escola, não têm corpo docente qualificado e não estão integrados ao Sistema Único de Saúde.

O Cremesp recebe mais de 3.500 denúncias contra médicos por ano e os processos éticos por má prática não param de crescer. O Exame do Cremesp avaliou, em sete anos, aproximadamente 5.000 formandos de escolas médicas paulistas. Desses, 2.250 (46,6%) foram reprovados, o que revela deficiência em algumas escolas já existentes, além de uma situação que coloca em risco a saúde e a vida da população.
O MEC pode e deve cumprir seu papel, fechando escolas e cursos sem qualidade e diminuindo vagas naquelas ineficientes e, aí sim, se necessário, autorizar a abertura de escolas públicas de qualidade e com docentes comprovadamente capacitados.
O governo federal e o MEC devem explicações à sociedade sobre a omissão diante da péssima qualidade do ensino médico e sobre os reais interesses que movem a abertura desenfreada de cursos de Medicina.
Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo

Fonte: http://www.cremesp.org.br/?siteAcao=NoticiasC&id=2311

Vinte e tres cursos de medicina são punidos pelo MEC

O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta quinta-feira, 17 de novembro, a suspensão de 50 mil vagas de diversos cursos em 683 instituições de Ensino Superior. Entre elas, 29 faculdades de Medicina em todo país. No Estado de São Paulo, a única instituição penalizada é Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), de Presidente Prudente, que obteve nota 1,92 no Conceito Preliminar de Curso (CPC).

Veja a lista das faculdades que sofrerão redução de vagas:
Centro Universitário do Maranhão (UNICEUMA) – São Luís
Centro Universitário Presidente Antônio Carlos de Araguari (UNIPAC) – Araguari
Centro Universitário Presidente Antônio Carlos Juiz De Fora (UNIPAC) – Juiz De Fora
Centro Universitário Unirg (UNIRG) – Gurupi
Faculdade da Saúde E Ecologia Humana (FASEH) – Vespasiano
Faculdade de Medicina de Barbacena (FAME) – Barbacena
Faculdade de Medicina de Itajubá (FMIT) – Itajubá
Faculdade Presidente Antônio Carlos (ITPAC PORTO NACIONAL) – Porto Nacional
Faculdade São Lucas (FSL) – Porto Velho
Faculdades Integradas Aparício Carvalho (FIMCA) – Porto Velho
Instituto Metropolitano de Ensino Superior (IMES) – Ipatinga
Universidade Comunitária da Região de Chapecó (UNOCHAPECÓ) – Chapecó
Universidade de Cuiabá (UNIC) – Cuiabá
Universidade do Estado do Pará (UEPA) – Belém
Universidade do Estado do Pará (UEPA) – Santarém
Universidade do Oeste de Santa Catarina (UNOESC) – Joaçaba
Universidade do Oeste Paulista (UNOESTE) – Presidente Prudente
Universidade do Planalto Catarinense (UNIPLAC) – Lages
Universidade do Vale do Sapucaí (UNIVÁS) – Pouso Alegre
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) – Florianópolis
Universidade Iguaçu (UNIG) – Nova Iguaçu
Universidade José do Rosário Vellano (UNIFENAS) – Belo Horizonte
Universidade Vale do Rio Verde (UNINCOR) – Belo Horizonte

São José dos Campos faz a alegria de crianças carentes

São José dos Campos faz a alegria de crianças carentes
No dia 28 de outubro, as crianças da creche Patronato Nossa Senhora Aparecida tiveram enfim a sua festa de Dia de Crianças, com a distribuição de brinquedos feita pela Associação Paulista de Medicina (APM) – Regional São José dos Campos.

Leia mais.

Especialidades não reconhecidas são discutidas no Cremesp

Cursos em áreas não reconhecidas como especialidade pelo CFM exigem rigorosa fiscalização do MEC


Renato Azevedo e Lavínio Camarim na abertura dos trabalhos do encontro

Cursos em áreas não reconhecidas da Medicina: a quem interessa? foi o foco principal de um debate realizado na noite de 04/11, promovido pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp). Na abertura dos trabalhos, o presidente da Casa, Renato Azevedo Júnior, ressaltou a importância do tema não apenas para os conselheiros e delegados presentes, mas para o público em geral. “Cursos chamados de especialização, não reconhecidos pela ciência médica, muitos de curta duração, com até 280h, além da formação duvidosa, colocam sob risco a saúde da população”, alertou Renato.

Também presentes na mesa das discussões, o conselheiro Lavínio Nilton Camarim; Ieda Therezinha Verreschi, representando a Associação Paulista de Medicina (APM); Luiz Roberto Cicogna Faggioni, Promotor de Justiça dos Direitos Humanos (área da Saúde), representando o Ministério Público; Lúcio Flávio Gonzaga Silva, pelo Conselho Federal de Medicina (CFM); e Cid Célio Jayme Carvalhaes, presidente do Sindicato dos Médicos do Estado de São Paulo (Simesp).


Faggioni, Azevedo, Camarim, Ieda, Gonzaga e Carvalhaes

No início das apresentações, Camarim frisou que a abertura desses cursos trazem benefícios financeiros para quem os abre, mas nenhum benefício para o paciente. Foi consenso da mesa que esta discussão deve ser ampliada, com a presença de representantes do MEC, que até então não tem dado muita importância para os alertas das entidades médicas e da sociedade a respeito do assunto.

Para Ieda, é impossível tratar o tema de forma fútil, lembrando que a aprovação de uma especialidade médica envolve o Conselho Federal de Medicina, a Associação Médica Brasileira e a Comissão Nacional de Residência Médica. “A abertura de cursos extra-curriculares em áreas da medicina não reconhecidas como especialidade pelo CFM exige a participação efetiva do MEC com as entidades envolvidas”.

Gonzaga Silva fez um levantamento histórico sobre a regulamentação da formação de especialistas no país a partir da Residência Médica, citando títulos na literatura que abordam a trajetória para o reconhecimento das especialidades médicas. Ao referir-se à Resolução CFM 1970/2011, lembrou que a mesma proíbe a divulgação de especialidades ou áreas de atuação não reconhecidas pelo Conselho Federal. Alertou para o fato de alguns cursos de especialização previstos na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e aprovados pelo MEC não incluírem aulas práticas em sua carga horária, como por exemplo o curso de medicina estética, área não reconhecida como especialidade pelo CFM.

Para Faggioni, o paciente tem direito a informações sobre a graduação de seu médico e se a área em que é especialista é reconhecida pelo Conselho Federal. “É preciso que a formação seja justificada e reconhecida científicamente pela Medicina”, completou. “O direito à informação é o ponto fundamental da atuação do Ministério Público, sempre pontuada pela atuação do CFM.”

Segundo Cid Carvalhaes, o número de pedidos de registro de novas atividades (sem embasamento científico e protocolos de pesquisa), chamadas subespecialidades, é muito grande e poucos são autorizados pela CNRM. “Algumas aprovações são realizadas de maneira individualizada. Exemplo são os cursos com grade definida de até 360hs, que obtém aprovação do MEC para funcionamento regular”, alertou o presidente do Simesp.

“Os cursos que nos preocupam de maneira especial são os medcursos, preparatórios para os exames de Residência Médica, e que se caracterizam como de extensão universitária. Certificados emitidos por estes cursos não tem o menor valor de capacitação para quem os faz. A CNRM é acionada judicialmente para reconhecer esses diplomas, mas as ações, em sua grande maioria, não são acolhidas pelo judiciário”, finalizou Carvalhaes.

As considerações finais, com propostas e sugestões da plateia, deverão compor um relatório que serã encaminhado à diretoria, para que, aprovado em plenária, seja divulgado oficialmente aos presentes neste encontro.


Número de inscritos comprovou a importância na escolha do tema da plenária pelo Cremesp

Fotos: Osmar Bustos e Beatriz Machado